Vivi leu: Bridget Jones: Louca pelo Garoto (Bridget Jones: Mad About the Boy)



Sou apaixonada pela Bridget Jones desde o primeiro livro. Tenho um carinho especial por ele, pois foi comprado com o dinheiro suado do primeiro emprego, naquela época em que eu só podia comprar um livro de tempos em tempos e não tinha uma fila de leitura infinita... Identifico-me com a Bridget em vários aspectos e ela foi responsável pela minha paixão pelos chick-lits. Então vocês já devem imaginar a minha alegria em saber que a Helen Fielding lançaria mais um livro e que ele seria publicado aqui no Brasil pela Companhia das Letras.

O livro causou um bafafá na internet antes mesmo do lançamento só pela sinopse. Vou falar aqui porque se está na sinopse não é spoiler, não sejam reclamões, please! Além disso, todo mundo já sabe... Mark Darcy está morto! O homem mais elegante, inteligente, charmoso, amoroso, par perfeito de qualquer mulher, aquele que ama a Bridget do jeito que ela é... sim, ele morreu. #todaschoramloucamente

#SAUDADES
Em Louca pelo garoto, Bridget Jones está com 51 anos, viúva e com dois filhos. Mais ou menos 4 anos depois da morte de Mark Darcy, Bridget se vê em um emprego ruim, tendo que cuidar sozinha das crianças e lidar com as mães chatas da escola e está totalmente sem vida social. Após muita insistência dos amigos de que ela precisava ter uma vida sexual ativa de novo, Bridget decide criar uma conta no Twitter e se aventurar nas redes sociais. Logo que começar a contar sua vida através dos 140 caracteres chama a atenção de muitos seguidores e um em especial quer conhecê-la, o garotão que é o que dá nome ao livro.

Aí a velha Bridget reaparece na história, toda aquela emoção de uma nova paixão faz com que nossa eterna gordinha atrapalhada nos divirta e encante com suas loucuras e aventuras. Entre noites de amor, jantares, baladas e trocas de mensagens nos encantamos com o garotão de 29/30 anos. Mas também compartilhamos da aflição de Bridget e da velha insegurança, afinal será que a diferença de idade não será um fardo no futuro?

É claro que talvez você espere que uma mulher na casa dos 50 seja madura e bem resolvida, mas estamos falamos da velha Bridget. É claro que ela vai se meter em muitas confusões, sentir-se insegura e recorrer aos livros de auto-ajuda. Ao conhecer Roxster ela praticamente volta a ser aquela mulher que conhecemos aos 33 anos, só que com o dobro de responsabilidades e mais experiência de vida. E isso com certeza tem um peso importante no desfecho da história.

Mas não pense que o livro é apenas pra rir, estamos falando da superação de um luto. E que luto! Ela não perdeu qualquer marido, ela perdeu Mark Darcy, o melhor marido que qualquer pessoa poderia conseguir. Ou seja, é um livro para rir e para chorar. Ah, e não poderia deixar de falar dos filhos fofos do nosso querido e eterno casal, Billy e Mabel dão um show à parte. Billy é um mini Mark e Mabel uma menina encantadora. Eles são prova de que Mark estará sempre por perto e que é por eles que Bridget deve ser forte.

Se você gostou dos dois primeiro livros da Bridget e não leu Louca pelo garoto porque ele não tem o Mark, eu te digo: LEIA! Eu também estava com o pé atrás no começo, mas no fundo sabia que mais uma história da Bridget não poderia ser uma má ideia. E não foi. Foi uma leitura agradável, divertida e com a dose certa de drama. Não tem nada de surpreendente e inovador na trama, mas tem os elementos certos para te conquistar.

Será que vai ter filme? Se alguém souber de alguma coisa, diz aí nos comentários. Eu adoraria ver Bridget na telinha mais uma vez :)

Eu Li: A Mulher Silenciosa (The Silent Wife)


Fiquei interessada em ler A Mulher Silenciosa assim que vi as primeiras divulgações de lançamento feitas pelas Intrínseca. O livro tem uma premissa interessante e fiquei curiosa para conhecer a história. Nas primeiras páginas, algumas notas de publicações ao redor do mundo só aumentaram minha curiosidade, uma vez que o livro chega a ser comparado a Garota Exemplar (que também amei!). Estava com expectativas altíssimas pela leitura.

O livro é narrado em 3ª pessoa e na primeira parte, temos o foco alternado entre os dois protagonistas: Jodi e Todd Gilbert. Os dois são casados ha mais de vinte anos e não tem filhos. Todd é um tipo de empreiteiro/investidor-imobiliário. Ele compra edifícios, reforma e revende. Quando conheceu Jodi, anos antes, esse negócio estava apenas começando e ela foi uma das grandes incentivadoras desse desejo dele. Jodi trabalha em casa como psicologa e tem clientes regulares, que ela realmente se preocupa em ajudar. Eles tem um casamento bem solido e aparentemente perfeito, mas o que ninguém sabe é que Todd é um traidor inveterado. E Jodi sabe disso, mas sempre aceitou os pequenos deslizes do marido, em prol de manter o casamento. O problema de Jodi começa quando Todd decide sair de casa para ir viver com a nova namorada, uma garota 20 anos mais jovem e que Jodi viu crescer. Ela aceitava os deslizes porque eles eram passageiros e no final, Todd voltava para casa, mas de que adiantou ser uma mulher silenciosa por tanto tempo agora que o marido resolveu abandoná-la?

Existe um motivo para que Todd decida largar a esposa pois fica claro o tempo todo que se fosse por simples opção, ele viveria tendo um caso pro resto da vida. A verdade é que apesar de ser um homem formado (rs) Todd é um grande bocó, apesar de levar a ideia da separação adiante, ele tem muitas duvidas sobre se deve mesmo fazer isso. O cara só toma decisões sob pressão além de ser totalmente manipulável. Eu não sei o que acontece com esses homens... Jodi por outro lado, não é essa mulher louca-com-orgulho-ferido que a sinopse a faz parecer. Ela na verdade não pensa em realmente matar o marido até que a ideia surge numa conversa e ela resolve por em prática. Não é como se ela fosse cometer um crime e matá-lo com as próprias mãos, ela só começa a achar que a morte de Todd é a única opção viável para que ela continue com a vida que sempre levou.

Todd é um personagem realmente cheio de nuances. A gente até se compadece dele em alguns momentos - ele não tem voz ativa nem no novo relacionamento, mas ao mesmo tempo ele é aquele tipo de cara sacana, que realmente dá vontade de matar. Eu realmente ODEIO o tipo de personagem masculino como ele. Além de passar a vida sendo infiel enquanto a esposa aceitava tudo calada, ele é indeciso demais, sem palavra, banana. Acho bom que ele tenha saído de casa porque a Jodi merecia coisa melhor! #soudessas

Uma coisa que me deixou um pouco decepcionada foi que, nas divulgações, fui levada a crer que Jodi cometeria um crime passional (ela própria) e a trama toda giraria em torno do plano ou das consequências e durante a leitura a gente percebe que não é isso. A trama gira em torno desse relacionamento decadente deles, e como cada uma das partes lida com os próprios atos e os atos do outro. A ideia do assassinato aparece já bem depois da metade do livro e de algum modo, não vi a situação como algo malicioso pela parte de Jodi - não inicialmente, já que ela não parecia querer isso.

Gostei muito de como a autora conduziu o enredo, com alguns momentos bem intensos de adrenalina misturados com passagens bem cotidianas na vida de um casal. O livro tem esse aspecto bem legal sobre cotidiano, que curti bastante! Também adorei que os dois personagens principais são bem trabalhados em suas atitudes e mesmo sendo um livro em 3ª pessoa, conseguimos entender perfeitamente o que se passa com eles. Acho que são personagens que refletem exatamente o que é ser humano; as incertezas, inseguranças, as motivações movidas pelo momento. Então, apesar de achar Todd um banana, acho que ele representa exatamente alguns tipos de pessoas.

A leitura me fez ter uma perspectiva ampliada não só sobre relacionamentos (amorosos) como sobre a vida, sobre a psique humana; sei que isso parece profundo ou piegas, mas realmente acredito que prestando atenção em alguns detalhes da leitura, você irá sentir o mesmo que eu. Apesar das poucas páginas, gostei da intensa carga psicológica que o livro tem - não só porque Jodi é psicologa, mas porque o modo como ele é narrado garante isso.
Ele a fez enxergar através das lentes do próprio olho e descobrir coisas importantes sobre si mesma, por exemplo sua extrema habilidade em ocultar o que não quer ver, esquecer o que não quer saber, tirar algo da mente e nunca mais pensar naquilo.
considero isso um super poder!
Apesar de ter gostado muito do livro e super recomendar a leitura - recomendo fortemente e acho que se você gosta de Psicologia, DEVE ler esse livro! Até eu aprendi sobre Adler - ele não se tornou um favorito, como achei que seria. Acho que a expectativa que eu estava e o fato da grande comparação com Garota Exemplar, não acabaram bem. Particularmente, ainda prefiro o livro da Gillian Flynn, embora esse seja igualmente muito bem escrito e com uma trama muito bem construída. Não sei, mas meu sentimento é de que essa comparação não é justa (para nenhum dos livros) e pelo que li por aí, muita gente concorda comigo.
Não é preciso encarar a realidade quando há uma maneira mais suave e gentil de conviver com ela. Não há nenhuma necessidade dessa urgência.
O livro tem um final que me surpreendeu bastante, não pode não ser esperado, mas pelo modo que foi conduzido. É um pouco repentino, mas de um modo que você consegue continuar vivendo! É uma pena que autora tenha falecido logo após a publicação porque não poderemos ler outros trabalhos ficcionais dela e eu gostaria de ler outros romances escritos por ela. Gostei muito da leitura e acho que o livro tem quotes excelentes! Você já leu?

Eu Li: Estranha Perfeição (Twisted Perfection)

Não sei se já deixei explicito aqui, mas eu adoro como a Abbi Glines escreve. Tudo bem que só tive experiências com a galera de Rosemary Beach, mas realmente gosto do estilo dramático-sensual-seduction da autora e adoro as tramas que ela cria! Estranha Perfeição é o primeiro livro da duologia Perfection, que faz parte da grande série Rosemary Beach. Neste livro, vemos a história de Woods (lembram dele de Paixão Sem Limites?). O legal dessas séries que misturam personagens de outras series é que a gente conhece melhor aqueles que não são tão aprofundados em outras sequências e também vemos todo o contexto de um modo mais amplo.

O livro é narrado sob dois pontos de vista: Della Sloane, a mocinha em questão, e Woods Kerrington, o herdeiro do country clube de Rosemary Beach. Della é uma personagem que não temos muita informação a principio, ela é jovem e saiu sozinha numa road trip com o objetivo de se auto-descobrir. Woods vive naquele eterno impasse entre ser/fazer o que o pai quer que ele seja/faça e ser quem ele é e tomar as próprias decisões - pobre.menino.rico.

O livro começa com um inesperado e improvável encontro entre os personagens, quando eles passam uma noite juntos e seguem com a vida. Meses depois, acabam se reencontrando e com a proximidade, percebem que aquele caso de uma noite não foi apenas-um-caso-de-uma-noite. E aí os dois tem que enfrentar diversas barreiras para ficarem juntos e viver essa paixão!

Della é uma personagem cuja a primeira impressão que você tem é a de que a garota é promiscua. Isso é algo bom, porque vai na direção oposta do que esperamos de uma mocinha, e ao mesmo tempo nos deixa um pouco encucados porque o pensamento que vem é 'mais que raios essa garota pensa que está fazendo, oh Deus?'. A gente sabe que ela está numa viagem para se libertar as amarras que a prenderam durante toda a vida e está a procura de liberdade e novas emoções, mas não acho que isso signifique ser inconsequente. Ou talvez seja apenas eu. De todo modo, Della tem umas atitudes ousadas, que eu achava meio desnecessárias, mas não to aqui pra julgar ninguém. O lado bom desse lado devasso de Della é que acho isso libertador. Quero dizer, se é um mocinho fazendo as mesmas coisas, ok. Mas a gente vê uma moça sendo assim e o primeiro pensamento que vem é aquele 'uau, que vadia'. E não, minha gente. Ela não é uma vadia. Acredito que Della seja assim por uma mistura de fatores, mas credito a maior parte a ingenuidade. Ela é meio que uma recém-criada-saída-da-adolescência e acho que a falta de experiências mundanas a deixou meio crua.

Della tem uma história de vida um pouco improvável. Viveu a vida toda trancada dentro de casa com a mãe, que sofria de um tipo grave de depressão e mania, o que a deixou extremamente desconfiada das pessoas e por isso, proibia a menina de sair. Então, quando a mãe morre e ela finalmente se vê livre para conhecer o mundo, é o que ela faz, incentivada pela unica amiga que conseguiu fazer durante essa vida reclusa.

Woods é o cara que conhecemos da série da Blair. Mas até então, a gente pensa que ele é somente o outro cara mais legal de Rosemary Beach (junto com Grant), um cara que apesar de lindo e rico não deixou de ser um cavalheiro. Um cara leal e amigo. E ele é tudo isso, mas neste livro vemos que Woods se vê oprimido pela presença do pai, que quer que ele assuma o negócio da família, mas sob condições que Woods não gostaria. Ele está sendo forçado a se casar com uma 'amiga da família' para que ambas as famílias se unam em um enorme negócio. Sei que essa fachada de casamento por conveniência parece meio séc. XIX mas dentro da realidade de riqueza e negócios que encontramos na trama, a situação toda ficou bem passível.

Quando ele e Della voltam a se ver, descobrem que para ficarem juntos terão que enfrentar esses obstáculos da vida, que envolvem o passado dela - que a assombra, e o futuro dele - que está em risco, dependo da decisão que ele tomar. O livro tem muito drama por conta desses impasses dos protagonistas, mas também tem aquele romance bem carregado de cenas eróticas.

Foi um livro que me cativou desde o principio - talvez por eu já conhecer Woods e gostar de saber outro ponto da vida dele. Della é uma personagem que apesar desses paradoxos, gostei de como a autora desenvolveu sua personalidade. Ela tem boas atitudes ao longo do enredo e acho que, apesar de ter aqueles momentos de dúvida existencial (que sempre me irritam), eles combinam muito com o background dela.

Acho que além do romance cheio de cenas hot hot, o livro tem partes carregadas de glicose que muito me animam, do tipo que me fazia suspirar - Ahhh Woods! - enquanto lia. E acima de tudo, ele tem uma das frases que um personagem que não é principal - que na verdade só aparece ao fim do livro - mais emblemáticas que já li. Eu li o livros duas vezes, e a tal frase me emocionou em ambas as leituras. O tipo de frase que marca, e que me fez adorar o personagem - mesmo que ele não tenha tanta relevância no contexto geral!

Agora estou ansiosa pela continuação - porque o livro termina num ponto BEM crítico - mas antes do segundo volume, a Arqueiro irá lançar o último (?) livro da série Sem Limites, onde saberemos como anda Rush e Blair!

Promoção "A Máquina de Contar Histórias"


Hoje vim postar uma SUPER promoção valendo muitos prêmios para quem participar! O autor Maurício Gomyde, como todos sabem, está lançando seu novo livro "A Máquina de Contar Histórias", de casa nova, pela editora Novo Conceito. Então, ele criou essa promoção entre vários blogs parceiros que vai premiar um sortudo com 1 Kindle + 1 Box Completo com seus 4 livros (O Mundo de Vidro, Ainda não te disse nada, O Rosto que precede o sonho e Dias Melhores pra Sempre) + 1 "A Máquina de Contar Histórias", todos autografados.

Sinopse: Na noite em que o escritor best-seller Vinícius Becker lançou A Máquina de Contar Histórias , o novo romance e livro mais aguardado do ano, sua esposa Viviana faleceu sozinha num quarto de hospital. Odiado em casa por tantas ausências para cuidar da carreira literária, ele vê o chão se abrir sob seus pés. Sem o grande amor da sua vida, sem o carinho das fi lhas, sem amigos... O lugar pelo qual ele tanto lutou revela-se aquele em que nunca desejou estar. Vinícius teve o mundo nas mãos, e agora, sozinho, precisa se reinventar para reconquistar o amor das filhas e seu espaço no coração da família V. Uma história emocionante, cheia de significados entrelaçados pela literatura, mostrando que o amor de um pai, por mais dura que seja a situação, nunca morre nem se perde.
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