Eu Li: {Duny} Meu Livro. Eu que Escrevi.

Quando eu soube que a Intrínseca ia lançar o livro da Duny, eu surtei - verdade! Lembro que assim que o Raoni avisou nas redes eu mandei um email todo empolgado e fangirl pra editora falando o quanto eu estava ansiosa. Calma, você nem sabe do que eu estou falando? Me diga onde você viveu nessas internet nos últimos dois anos que não conhece Girls in the House? Confesso, eu já tinha visto memes da serie pipocar pelo meu Facebook antes mesmo de saber do que se tratava, e se você ainda não conhece (eu deixei o link ali em cima, termine de ler esse post e vá assistir), já passou da hora de ver e se unir aos fãs de Duny e cia, pra saber o que é esperar ansiosamente por um episódio de série e não ter A MENOR IDEIA de quando ele estará disponivel (quem sofre por GOT é porque nunca viu GITH). Rao, o criador de toda a ideia, é conhecido por prometer episódio toda semana, mas atrasar sempre e sempre que possível! Acompanhar Girls in the House é entrar num terreno nebuloso e não saber onde vai pisar, mas fique tranquilo, você vai se divertir!

Antes de começar esta resenha, eu preciso por você a par de como eu conheci e virei fã dessa série. No fim do ano passado (na época de festas) eu estava em casa quando minha prima (que é adolescente e tá por dentro dessas coisas de gente jovem, rs) me mostrou a série e começou a assistir comigo (ela estava reassistindo, uma vez que já tinha visto tudo disponivel e estava como qualquer outro fã de Raony - esperando um milagre um episódio novo sair). Eu gostei tanto da série - você pode ver o 1º e 2º episódio meio que sem entender nada porque além do enredo rápido, do humor acido e das tiradas, a série é diferente não só por ser 'feita' com The Sims como também porque o próprio Raony é quem dubla TODOS (existem raras exceções, que vamos conhecendo no decorrer da série) os personagens e isso é bem impressionante. Eu curti tanto a trama das moradoras da Pensão da Tia Ruiva que assisti toda a 1ª e 2ª temporadas no mesmo fim de semana. Depois vi tudo o que tinha disponivel da 3ª temporada e todos os spin offs como Disk Duny (que são esquetes da Duny envolvendo a cultura pop e são DEMAIS), clipes, eps. especiais...
Sabe quando você chega a um lugar e passa a contestar sua existência e a se perguntar o que você tá fazendo lá? Eu não sei, porque isso nunca aconteceu comigo.
Duny, mostrando que seguiu o conselho de dona Evelyn e se ama demais.

Então vamos, enfim, começar a resenha deste livro do título, agora que você já sabe um pouco sobre quem é Duny Eveley (sim, ela tem esse sobrenome e a avó dela se chama Evelyn, o que vocês sabem que sempre me cativa). A resenha não contém spoilers, então pode ler sem medo!

'Meu Livro. Eu que Escrevi.' é um livro autobiográfico da Duny onde ela conta alguns episódios curiosos (se você conhece a série, você deve saber que as coisas que acontecem com as meninas em Sun Town - antiga Willow Creek - são no mínimo curiosas) que viveu tanto antes da série começar como durante a série (como se fossem episódios que não assistimos). É bem possível ler o livro sem ter assistido GITH, mas pra ter total entendimento do humor presente nele, é interessante que você conheça a série no Youtube (e também pra ler o livro com a voz da Duny na cabeça). Como qualquer livro derivado de alguma coisa, se você não conhece de onde aquilo foi derivado, as coisas podem não fazer o mesmo sentido, então é bom que você assista pelo menos alguns episódios antes de começar a ler - além disso, o livro cita coisas que sabemos pela série, então, se você ler sem assistir, vai acabar pegando algum tipo de spoiler! rs
Por enquanto, desisti de tentar ficar famosa e tô tentando focar em coisas que vão trazer frutos, como pôr minhas series em dia, arrumar confusão por causa de bobagem, manter meu corpo numa forma que me agrade e ficar deitada.
Duny. Mas poderia ser Evellyn.
Pra quem acompanha a série é bem visível a evolução de todas as personagens desde que Rao postou o primeiro ep., lá no fim de 2014, sem pretensão e sem imaginar onde aquilo poderia chegar. Tanto a qualidade dos episódios quanto o crescimento pessoal das personagens principais da Pensão são bem notáveis. Assim que comecei a assistir, li algumas entrevistas e acho que conheci a série na época em que ela estava explodindo. Acho que no fim da segunda temporada foi quando as coisas começaram a tomar proporção e a série foi ficando mais e mais conhecida. Raony já falou que esse é até um dos motivos pelo qual ele demora mais para postar os episódios: ele agora se cobra muito mais devido ao grande público que o assiste, então ele quer garantir a qualidade e coerência antes de postar. E isso é uma das coisas legas sobre GITH: mesmo tendo uma trama bem louca, existe uma coerência entre os eps e uma ligação entre as temporadas, então acho muito bom que o criador se preocupe com essas coisas, porque elas fazem mesmo a diferença.

Também gosto muito que existe um Q de despretensão no enredo, e isso garante a leveza  e o humor que passamos a gostar mais a cada capitulo. Mesmo quando acontecem algumas coisas bem WHAT? os próprios personagens fazem piada disso e isso é muito legal (eu escrevo isso e lembro da Ingrid, quem assiste vai saber porquê. Ela tem uma ironia bem marcante). Atualmente, Duny é comentarista de premiações na TNT (sim, a emissora de TV) e talvez você já tenha esbarrado com ela em algum comercial ou no canal de Youtube da TNT e o quadro dela comentando looks e vencedores é sempre muito divertido (com Priscilão e Embucete), mesmo quem não conhece a série consegue assistir e se divertir.

Em sua autobiografia Duny está divertida como sempre, com suas palavras diretas, seu humor peculiar e contando as mais cavernosas vivencias. É um livro para se ler rápido e passar o tempo num piscar de olhos chorando de rir com as loucuras que essa personagem já passou. Eu realmente curti demais a leitura e acho que pra quem é fã da série, é necessária! Pra quem não é fã, só deve ser porque não conhece então vá assistir!

Um  clipe de um single de Duny, Manequim. Porque essa música vicia.

Acontece que eu não sou boa em exatas. Muito menos em humanas. Talvez seja um pouco em humanas... Mesmo que eu odeie humanos.
Duny. Mas to preocupada que parece realmente algo que eu escreveria...
No ultimo ep. disponivel neste momento em que escrevo (3.06) eu achei super interessante porque aparece a Duny escrevendo um dos cap. do livro e quando eu fui ler esse capitulo, ele realmente se encaixa na trama e eu achei isso muito maravilhoso porque me fez chegar a conclusão de que o livro termina num futuro da série (no Youtube) então estou bem curiosa para ver como isso vai ser 'encaixado' nos futuros episódios. Eu admiro muito o trabalho do Raony porque o rapaz é um TALENTO desses que a gente tem orgulho de falar que conhece! Bem, eu não conheço pessoalmente, mas conheci o trabalho dele antes de ele escrever um livro - o que faz a pessoa ganhar uma projeção maior e pra um público diferente. Eu queria muito que ele fosse autografar na Bienal porque eu queria encontrá-lo por lá.
Ah, Duny! Do que você precisa mais no momento? A jaqueta de cheetah ou satisfazer a necessidade básica de comer?" Odeio quando me dão poucas opções...
É... Eu sou a Duny!
Se você está procurando uma leitura rápida e divertida - do tipo pra gargalhar alto, esse livro é a pedida! Se você já conhece a série e é fã, comenta aí e vamos conversar e confabular nossas teorias sobre o futuro das meninas da Pensão!

Eu Li: Agora e Para Sempre, Lara Jean (Always and Forever, Lara Jean)

Eu protelei bastante para começar a leitura desse livro e eu sabia bem o porquê. Agora e Para Sempre encerra a trilogia que vim acompanhando esses últimos anos e tanto me apaixonei e vibrei com os personagens de Jenny Han. Eu não li o livro assim que o recebi da editora Intrínseca porque eu sabia que assim que eu começasse a leitura, eu iria ler de uma vez e uma vez que eu fizesse isso, significaria que eu estaria pondo um ponto final em toda a historia de Lara Jean comigo e eu não estava preparada! Li o livro da mesma forma que os anteriores, em pouco tempo, e ele me surpreendeu bastante. A resenha está sem spoilers, mas pode haver revelações sobre os livros anteriores.


Esse livro se passa um tempo depois do fim do PS.: Ainda Amo Você e estamos acompanhando o último ano de Lara Jean e Peter no Ensino Médio. Desde o inicio da leitura, já é possível sentir esse clima de despedida, porque afinal, esse é o fechamento de um ciclo para Lara Jean e também para nós, que a acompanhamos durante a trilogia. Dessa vez, a vida de Lara Jean está relativamente tranqüila. Ela está curtindo seu namoro com Peter no ultimo ano da escola, tem novos amigos – ainda mais porque agora ela namora o grande astro Peter Kavinsky, a irmã mais nova continua crescendo e desenvolvendo aquela personalidade única e o pai finalmente está feliz num relacionamento amoroso. Sr. Covey começou a namorar a vizinha de frente e pretende pedi-la em casamento. LJ aprova muito essa relação, ainda mais porque Trina Rothschild se da muito bem com Kitty e ela gosta que a irmã vá ter uma presença feminina em casa depois que ela for para a faculdade.
Como é mesmo aquele ditado? Nada de bom acontece depois das duas da manhã.
eu concordo, hein...

Desde sempre, o plano de Lara Jean foi estudar na Universidade da Virginia, a UVA e ela está bem confiante que irá entrar nessa faculdade e passar os próximos anos junto a Peter, que já foi admitido, pois é jogador de lacrosse. Ela já se esforçou bastante para conseguir notas e indicações, então está ansiosa com a divulgação dos resultados para começar a planejar o futuro com Peter.
Ele me acha tão peculiar. Não estou planejando contar a ele que não sou tão diferente assim, que na verdade muita gente gosta de ficar em casa, assar biscoitos, fazer scrapbooks e frequentar bibliotecas.
Pronto! Eu sou a Lara Jean brasileira!
Eu gostei muito que nesse livro o relacionamento de Lara Jean é desenvolvido de uma forma bem natural e como Jenny Han abordou tudo o que precisav sem recorrer aos clichês-de-livros-adolescentes. Peter está especialmente fofo nesse livro e eu me surpreendi com o amadurecimento dele. Embora ele ainda seja o grande Peter K, popular, que adora elogios, eu o achei bem mais sereno, talvez por já estar habituado ao relacionamento com LJ. Eles não tem briguinhas bobas e conseguem resolver todos os conflitos na base da conversa e isso foi meio que um sopro de frescor para mim, pois é difícil ler coisas assim em se tratando de jovens! E ainda digo que muito desse jogo de cintura foi por Peter porque eu reconheço que, às vezes, Lara Jean estava mais geniosa do que um cara qualquer aguentaria (não que eu ache que isso é problema, afinal, relacionamentos precisam ser resolvidos entre as partes da melhor forma possível). Depois do livro anterior, onde eles passam por muitas situações ruins devido fofocas e onde temos tanta coisa atrapalhando esse casal, gostei que nesse livro o relacionamento deles se sustenta e conta uma história linda sem precisar de subterfúgios óbvios. Peter e Lara Jean vivem todo tipo de situação neste livro e eu apreciei cada uma delas (as boas e as ruins).

Também foi muito bom ver o modo como a parte familiar de Lara Jean ganha novos temperos com a chegada de Trina e tudo o que isso representa tanto para o pai dela, quanto para ela e as irmãs. Margot, a principio, não fica muito contente, mas como era de se esperar das garotas Song, ela percebe o que é melhor para a família e então começa a aceitar o novo relacionamento do pai e os momentos familiares são realmente tocantes. Também adoro como Lara Jean lembra da mãe e sempre conta fatos sobre ela e ainda assim, o livro não fica pesado porque Jenny Han sabe fazer essas passagens de uma forma leve, doce e emocionante, sem pesar.

Com todo o agito do fim do ano escolar, últimas provas, cartas de resposta das universidades, o pai prestes a casar, Lara Jean está cheia de coisas na cabeça e o livro passeia por diversos pontos da vida de uma adolescente e eu acho que Jenny Han escreve tudo de uma forma gostosa e isso nos faz ler com muita fluidez e curiosidade. O livro tem algumas reviravoltas bem empolgantes e eu amei muito o tanto de referências a cultura pop que ele tem. São filmes, lugares, músicas... 
Existe a vida pacata, uma vida contente, sem altos e baixos radicais, e existem todos os atritos de quando se está apaixonado por alguém.
Esse livro também tem muitos momentos comoventes e eu chorei em diversos momentos no decorrer da trama, mas conforme foi chegando o final, as emoções ficaram difíceis de controlar e eu chorei foi demais porque é MUITA COISA emocionante acontecendo (no Instagram você acompanha meus surtos).

Terminei a leitura chorando, mas com um sentimento bom, de que tudo foi bem concluído, as arestas foram bem amarradinhas e embora eu ainda adorasse acompanhar a vida de Peter e Lara Jean na faculdade, a trama deles foi concluída com sucesso, e como fã, posso dormir tranquila.

  • P.S.: Achei curioso nos agradecimentos, a Jenny Han agradecer e avisar aos fãs que esse terceiro livro só existiu porque foi pedido porque mesmo quando eu li o segundo, nunca achei que a história de Lara Jean estava concluída – sério, antes mesmo de saber se teria ou não um terceiro, eu sabia que aquilo não era o fim. O livro 2 deixa muita coisa em aberto e nesse livro tudo é concluído e amarrado com um laço de fita. E eu não poderia ter ficado mais feliz por isso – ainda que muito chorosa e emocionada.

Vá embora com quem você chegou, a não ser que ele esteja bebado; nesse caso, arranje outro jeito de voltar para casa.
Uma dica de Stormy, para a vida.

Eu Li: Legado (Dust)

Legado é o fim de uma das trilogias em que mais depositei minhas expectativas desde que conheci o primeiro livro da história de Hugh Howey, Silo. Quem leu minha resenha sabe como esse livro me deixou empolgada e como assim que o lemos começamos a criar várias teorias sobre esse mundo inusitado que Hugh criou. Então li a continuação, Ordem, e o livro também é bem empolgante porque acaba adicionando mais informações a trama e nos deixa LOUCOS pela continuação. Eu li Ordem em jul/2015 e desde então minha expectativa para o fim da trilogia só aumentou e assim que pude, solicitei o livro pela parceria da Intrínseca porque eu precisava ler e contar o que achei do desfecho dessa trama que tanto me empolgou - lá em 2014. Como o esperado, a editora lançou o livro no segundo semestre de 2016 e eu recebi o livro nesta época...

A resenha não tem spoilers, porque eu preciso é de respostas!

Vou começar explicando o decorrer da minha leitura de Legado. Recebi o livro em setembro e na época postei no Instagram falando sobre minhas altas expectativas - e sabendo que esse poderia ser o inicio de uma história ruim.... Ano passado não foi o melhor ano da minha vida. /Pausa na resenha pra falar de fatos da vida porque isso contextualiza tudo/. Não foi um ano bom de modo geral para mim e isso acabou repercutindo nas minhas leituras. Tive problemas no inicio do ano e o decorrer do ano foi bem pacato em matéria de leituras porque eu realmente não estava conseguindo me concentrar e me envolver em alguns livros e Legado acabou sendo um desses livros. Comecei a ler assim que recebi, mas não senti aquela empolgação, não achei o inicio tão empolgante a ponto de conseguir seguir em frente - um pouco pelo inicio da trama (que é bem sequente ao final de Ordem) e um pouco pelo que eu estava passando na vida. /Fim da pausa contextualizadora/

Legado começa com o que o final de Ordem nos deixa a par. Jules está de volta ao Silo 18 como prefeita e está cuidando de uma escavação que visa chegar ao Silo 17 e buscar Solo e as crianças. O Silo todo está meio descrente das ideias dela e a maioria do pessoal é contra essa ideia de escavar a terra em busca de outro silo - afinal, eles nunca nem imaginaram que existiam outros - mas Jules conta a ajuda de seus velhos amigos da Mecânica, de Lukas e aqueles que acreditaram em tudo que ela viveu e apoiam suas ideias, por mais loucas que pareçam.

Novamente, o livro se divide entre pontos de vista em locais diferentes, apesar de que nesta vez, estão todos no mesmo tempo na história. Além do que se passa no Silo 18, também acompanhamos Donald e seus planos junto a Charlotte lá no 'Silo 1'. O inicio do livro não chega a ser tão empolgante porque a situação toda está caótica e a gente sempre começa essas leituras meio que sem saber o que esperar. Particularmente recomendo que, se você não o fez como eu, pegue a trilogia toda para ler uma só vez, assim as coisas estarão mais frescas na sua memória e você poderá formular suas teorias e ir confirmando ou não de uma só vez.

Mas meu problema com a leitura não se deu devido ao andamento complicado do inicio do livro. Na verdade, ele ficou em espera e este ano que eu resolvi voltar a leitura com foco para terminá-lo. Com o decorrer da história, a gente passa a entender melhor o que esta acontecendo e as coisas vão tomando rumo. O grade problema, a meu ver, é que este foi o último livro de uma trilogia  que tinha tudo para ser sensacional, mas parece que o próprio autor acabou se perdendo na grandiosidade da trama que ele mesmo criou e na hora de finalizar, as coisas não tiveram como serem feitas de uma forma bem amarradinha - como eu esperava. Terminei a leitura há um mês e só agora conseguir concluir essa resenha e postar porque quem me acompanha no Twitter viu como eu fiquei enquanto finalizava o livro....
Heróis não venciam. Os heróis eram quem quer que tenha vencido. A História recontava suas versões, já que os mortos não podem falar. Tudo ficção.
Realmente não entendi qual foi a ideia geral de tudo que ocorreu no mundo para que eles chegassem àquela situação (nos dois primeiros livros a promessa é de algo bem impactante) e isso me frustrou de uma forma que eu não queria. Acho que ficou mal explicado demais as motivações de Thurman, qual era o problema do mundo antes de tudo e qual era o problema atual: o ar matava? Tudo era tóxico?  Como as pessoas aceitaram aquilo no princípio? E o resto do mundo? E qual era o problema real?  Qual era o objetivo final? Por quê? POR QUÊ?

 Sinceramente, essa é uma resenha pouco explicativa porque até agora eu não entendi e estou aqui humildemente compartilhando minha opinião para saber se algum de vocês que leu, pode me explicar. Eu me senti enganada como quando finalizaram LOST. Parece que Hugh criou uma trama muito boa na cabeça e toda a sacada do plot era muito boa, mas na hora de finalizar ele não teve como explicar o tanto que havia criado - e quem leu minha resenha de Ordem percebeu que esse era um medo meu. Eu sabia que aquele tanto de informação que é passado em Ordem ia ficar complicada de explicar e o que senti depois que terminei o epílogo (terrível) foi que Hugh na verdade não explicou realmente o que aconteceu no mundo - nem o que levou o mundo a chegar àquele ponto, nem o que aconteceu depois de tudo.
Elise perguntou o que significava ser nostálgica, e Jewel respondeu:
— É quando você acha que o passado era melhor do que realmente era só porque o presente é ruim demais.
Enfim, sinto muito se não dissertei muito sobre a trama, mas até para quem já conhece os livros anteriores ou leu este livro, acho que consegui explicar o que eu senti e como esse final de trilogia me deixou. Foi frustrante. Eu sinto muito (sinto mesmo porque eu tinha essa série muito em alta na minha lista) ter que escrever isso sobre esse livro, mas foi o que a leitura me causou e eu escrevo as resenhas para compartilhar minhas sensações.
Esse é o problema com a verdade - comentou Darcy — Tanto os homens mentirosos quanto os honestos afirmam tê-la.
O que achei engraçado é que após o fim do livro, existe uma nota do próprio Hugh Howey, explicando porque ele escreveu a trama e o final e o que eu senti foi que ele mesmo percebeu que aquele final não iria agradar aos fãs, àqueles que acompanharam fervorosamente a criação das tramas enquanto ainda eram apenas ebooks na Amazon... Nem sei se a nota foi feita exclusivamente para a versão impressa, mas eu senti que ela é mais que uma explicação, é um pedido de desculpas por ele ter feito um final tão 'aberto' que em nada explica o que a gente acaba esperando desde que começa todo o processo lá em Silo.

Eu realmente sinto muito por não ter gostado desse final. Deixo claro aqui que o livro não é ruim. A escrita ainda é muio boa, existem passagens bem bonitas e poéticas sobre a humanidade - que é um tema recorrente na trama, até mesmo por conta da própria temática - e ainda tem as reviravoltas - nossa, nesse livro é uma mais impactante que a outra - e eu continuo amando Silo - e até mesmo Ordem, pelo que eles representam, pelo que eles trazem de novo e pelo que propõe. Mas Legado realmente não me convenceu como final de série porque eu esperava uma explicação mais minuciosa de tudo que aconteceu.


Pedido real: se você entendeu, me manda email, skoob, twitt... Eu realmente não entendi (ou entendi e estou em negação - o que é BEM mais provável) aquilo tudo que acontece nos momentos finais.

Eu Li: Coleção Como Lidar - Os Encontros (The Ladybird Book of Dating)

Continuando com mais um livro da coleção Como Lidar, lançada aqui no Brasil pela Intrínseca. Eu já falei sobre outros dois livros (O Hipster e A Ressaca) da série e para ver a senha é só clicar aqui. O livro segue a mesma linha sarcástica/engraçadinha com ilustrações clássicas dos livros infantis. 

Pela minha pequena pesquisa, esse foi o último livro da primeira parte da série lançado lá fora - atualmente ela já conta com 11 livros e a Intrínseca lançou 5 livros nesta primeira leva. Os livros não precisam ser lidos em nenhuma ordem especifica, visto que cada um discute um tema e você pode ler os que mais se identifica.

Eu já havia gostado bastante de A Ressaca e O Hipster, e li Os Encontros assim que o carteiro entregou o pacote aqui em casa. Devo dizer que por enquanto, é meu favorito - talvez por tratar de um tema tão universal e acho que neste livro as situações são exemplificadas e parodiadas tão bem que não importa o lugar do mundo, a gente percebe que, em se tratando de dates, as coisas são muito do mesmo em qualquer lugar.

Gostei que o livro faz exemplos com vários tipos de encontros e eu gostei muito das abordagens comentadas. Algumas são bem próximas a nossa realidade #quemnunca e apesar do livro ter toda essa identidade visual de algo dos anos 50/60 as situações comentadas são muito atuais e esse paradoxo, além de divertido, nos faz pensar bastante sobre alguns dos casos - sério mesmo!
Roberta vai sair com Igor pela quinta vez. Mas ele não aparece, e ela fica triste. Igor, manda uma mensagem. Diz que está se sentindo pressionado demais, que ela "liga p/ ele td dia". Roberta percebe que escapou por pouco. Ela valoriza o uso de palavras inteiras.
#hahaha
Como não poderia deixar de ser, todo esse sarcasmo também chega àquele momento em que alguma das situações se torna estranha demais mesmo considerando que o livro é justamente uma leitura para não se levar a sério - mas eu fiquei encucada! rs

Me diverti bastante com as situações representadas, mas eu senti que esse livro tem um problema de tradução. Eu senti isso enquanto lia logo da primeira vez, então procurei especificamente pela parte que eu acreditava estar traduzida erradamente (ficou fora de contexto e em textos sarcásticos você simplesmente sente isso) e então confirmei minha dúvida. Por sorte, só notei isso em uma parte do livro, então fica só o aviso (se você ler e notar, me avisa aqui nos comentários! rs). Fora esse pequeno errinho de tradução/revisão, é um livro bem divertido e se você está procurando um passatempo, coloque ele na sua lista!

PS.: Gostaria de registrar aqui que os 'outros títulos' listados nas contracapas dos livros como parte da coleção são muito interessantes! Pena que é só zoeira, mas eu acho que são títulos interessantes! #ficadica pra J.A.Hazeley e J.P. Morris! ha ha ha