Eu Li: Por Trás de seus Olhos (Behind Her Eyes)

Pedi Por Trás de seus Olhos para resenhar depois de receber o release da editora e ficar curiosíssima pelo que falavam nas poucas linhas. Depois fui a um evento da Intrínseca na Bienal e falaram muito bem do livro, mas sem revelar nada, então só aumentou minha curiosidade. E devo dizer que essa leitura foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Eu sabia que ia amar a trama logo depois do inicio, quando comecei a me situar na história incrível que Sarah Pinborough criou. A resenha não tem spoiler, porque neste livro você precisa chegar sem muitas informações!

Nossa trama começa de um jeito bem misterioso, com uma cena que a gente se pergunta 'pera, volta que eu não sei onde estou' mas é só não se assustar e seguir com a leitura porque aos poucos as coisas vão tomando forma e é quando a gente vai conhecendo as personagens e suas tramas individuais que tudo vai ficando melhor e a cada pagina se torna praticamente impossível parar a leitura porque esse é desses livros que a gente sente necessidade de saber o que vem a seguir, pra desvendar tudo.

O livro é construído em três tipos de narrativa. Temos Louise, uma mãe divorciada, que trabalha como secretária meio período em uma clinica particular em Londres. Numa noite, Louise vai a um bar e acaba ficando com um homem desconhecido, num momento de 'vou deixar a vida me levar'  -porque Loiuse não faz esse tipo de coisa. No dia seguinte ela vai trabalhar e descobre que o tal homem desconhecido, é seu novo chefe.Também conhecemos Adele. Adele é a esposa perfeita - ou pelo menos, ela tenta ser - mas seu casamento com David está passando por problemas. Eles se mudam para Londres numa tentativa de recomeçar e tentar acertar as coisas, mas parece que mesmo com as tentativas de Adele, David não está disposto a nova chance. Sim, é isso que você pensou: o David de Adele é o homem misterioso e novo chefe de Louise. Num desses acasos (ou não) Adele acaba conhecendo Louise - fora do ambiente corporativo - e as duas começam uma complicada amizade. Ela sabe que Louise é secretária de seu marido e, sendo nova na cidade  e querendo uma amiga para passar o tempo, ela pede para que elas mantenham essa amizade em segredo - porque não quer que o marido saiba que ela é amiga de sua secretária, embora, Adele não saiba que Louise teve um caso com David.

Eu queria mesmo falar mais sobre o livro - isso não é spoiler! - mas eu comecei a ler esse livro sabendo basicamente isso, e a verdade é que isso não é o ponto principal da trama. Isso é só o começo desse enredo super inesperado. E surpreendente.

Durante o livro eu fui criando várias teorias - e você também criará. É uma trama bem intrincada e a cada capitulo a gente vai descobrindo algo novo que pode reafirmar - ou não - o que que estamos descobrindo. Eu fui anotando tudo num caderninho porque é tanta coisa acontecendo que eu precisava saber onde e porquê eu estava chegando a certas conclusões. Mas não se engane. Apesar de ser uma trama que claramente pede para que o leitor descubra o que está se passando, a autora tem várias cartadas que deixam até o melhor Xeroque Rolmes surpreso! E isso é o que considero mais maravilhoso sobre esse livro: por melhor que sejam suas teorias, a chance de você realmente saber o que está acontecendo deve ser de 0,006 %. Eu terminei a leitura faz algum tempo e ainda nem consegui mergulhar em outra porque eu SÓ CONSIGO PENSAR em tudo que acontece nesse livro! Sabe quando você termina um livro e tem vontade de reler tudo de novo? É isso que acontece! Eu ainda nem consegui digerir bem tudo que acontece e a forma que a autora constrói é realmente sensacional.

Esse é o tipo de leitura que você faz e ao perceber a genialidade da trama fica se perguntando  'por quê não conheceu a autora antes'! Eu COM CERTEZA quero ler outras coisas da Sarah porque gostei muito do estilo e do modo que ela criou e conduziu tudo. Recomento demais a leitura! Sério, esse livro é tão genial que eu só fiquei pensando que ele tinha que virar filme (claro, dá um pouco de medo, mas ao mesmo tempo, adaptação é a chance do livro chegar a mais gente. Com o filme, mais gente conheceria e se interessaria pela leitura). A Sarah é uma autora bem reconhecida lá fora, com alguns projetos de adaptação, então, com o sucesso que Por Trás de Seus Olhos está fazendo pelo mundo todo, acho que existem chances de aparecer um filme sim. Enquanto isso, por favor, LEIAM! Eu preciso de mais gente desse livro pra conversar e fazer conspirações comigo!

Eu Li: Geekerela (Geekerella)

Resolvi ler Geekerela por conta da capa fofa de recomendações de amigos e por acreditar que um livro YA que reconta o clássico de Cinderela só poderia ser legal, não é mesmo? Pois bem, li o livro depois de um livro muito tenso e eu estava mesmo precisando de uma leitura leve e divertida pra passar os dias e bem, encontrei isso na trama de Ashley Poston - embora eu também estivesse numa fase muito questionadora e acabei problematizando tudo, ou seja, de nada adianta o livro ser leve se a gente começa a ver tudo com olhos muito analíticos. Pois bem, vamos começar essa resenha sem spoilers que eu explico!

Geekerela é a historia de Elle Wittimer. E também de Darien Freeman. Elle é uma adolescente órfã (obvio, né) que vive com a madrasta e suas duas filhas, as terríveis gêmeas-do-mal. As quatro vivem na casa que era dos pais de Ella e ela se sente no dever de zelar pela casa, afinal é tudo que ela tem, a unica ligação com o pai e a mãe, então faz tudo que a madrasta pede: limpar, arrumar, lavar, passar, fazer comida... Darien é um jovem ator que alcançou a fama após estrelar uma série de sucesso entre as adolescentes - e também algumas fotos polemicas e problemas com a mídia - e agora está prestes a participar do remake nas telonas de uma série de ficção cientifica sucesso, a qual ele sempre foi muito fã, então está empolgado com a oportunidade. Acontece que Elle, de férias de verão, trabalhando num food truck vegano chamado Abóbora Mágica (sim!), e tendo que fazer todas as tarefas da casa, sempre foi a maior fã do tal seriado, Starfield, e fica #chatiada quando é divulgado que Darien, o astro teen do tanquinho, dará vida ao protagonista. Ela não aceita que vão fazer um remake da serie que ela aprendeu a amar com seu falecido pai e chamaram Darien para o papel mais importante! Como essa é uma releitura atual, Elle tem um blog onde fala sobre Starfield e faz um post desabafo sobre a escalação de Darien e (claro) esse post acaba viralizando.

Apesar de não concordar com Darien no elenco (porque ela simplesmente não o acha bom o suficiente para encarnar o príncipe da federação), ela fica sabendo de uma promoção que acontecerá numa feira geek famosa, a Excelsicon (que é tipo uma Comic Con) e decide participar desse concurso para tentar ganhar o premio principal, que ela acredita que pode ajudá-la a se livrar do domínio da madrasta. Ela não sabe bem como vai arrumar a fantasia, os ingressos, o trasporte, mas decide tentar e como esse livro é uma releitura de Cinderela, ela acaba recedo ajuda de  uma fada madrinha embora ela tenha cabelos verdes, piercings e saias rodadas, e acho que a personagem que representa a fada é uma das que mais gosto da trama! 
Hera veste a vida como Elvis usava lantejoulas: com atitude e segurança.
o livro é cheio dessas referências 
maravilhosas ♥
Eu vou parar de falar sobre a trama em si porque apesar de ser uma versão de Cinderela, as situações são bem originais (embora haja essa ligação) e não quero que você descubra nada além. Eu li sem saber nada e é bom acompanhar as reviravoltas conforme elas aparecem. E vou começar minha analise a partir deste ponto: gostei muito que esta é uma releitura que contém MUITA coisa da base Cinderela, mas ao mesmo tempo as situações apresentadas são diferentes justamente por se passar nesse mundo jovem, de fãs. É legal porque a gente não espera por uma cena especifica, mas depois que acontece a gente para e pensa 'ei, isso é aquela cena clássica!' e eu fiquei realmente impressionada pela Ashley ter conseguido fazer algo assim. A releitura que mais tive acesso de Cinderela foram os filmes de 'Nova Cinderela' da Disney (a mãe da animação clássica) e achei que no livro, a autora conseguiu usar muitos elementos de base Cinderela (mais do que nos filmes até), mas com situações totalmente diferentes.

Gostei bastante dessa releitura, mas também tive alguns problemas... Vou escrever aqui porque esta é minha resenha, mas falei com alguns amigos sobre e a maioria me achou implicante! Mas é justamente quando estou implicante com uma leitura que eu preciso explanar meu ponto de vista! Primeiramente (haha), eu realmente não consegui entender porque Ella é tão passiva em relação a madrasta... Quer dizer, na história clássica até faz algum sentido porque se passa antigamente, mas em plenos 2017, achei que ela deixa a madrasta interferir demais. Na verdade, esse é um ponto que só da pra entender lendo, porque você precisa ver a relação das duas, mas deixo aqui o aviso pra você ler com atenção pra depois me contar se concorda. Existe todo o ponto de ser menor de idade e depender da moradia com a madrasta porque a coitada não tem mais ninguém (isso é sempre tão triste), mas tem um acontecimento no livro que poderia ter mudado isso e Ella parece que demora a tomar uma atitude...
Mas meu pai sempre acreditou que precisamos ajudar os outros acima de tudo. É preciso ser gentil e fazer as coisas de coração.
Talvez essa seja a explicação de porquê
ela aceita tantos absurdos...
Minha outra questão (vou citar só essas, porque eu arranjei várias) é que não consegui gostar muito do Darien. O livro é narrado por Ella e Darien, com  capítulos intercalados, mas alguns pensamentos de Darien me deixaram meio incomodada. Quero dizer, Ella, apesar de eu não concordar com algumas atitudes (ou melhor, falta de) é uma personagem que você acaba solidarizando, sente aquela empatia, mas com o Darien, como ator-tanquinho, eu não consegui sentir essa proximidade, sabe? Eu tentei, mas achei que muitas vezes ele parece ser estrelinha. O cara é um ator na melhor fase (sendo tão jovem) e parece sempre meio mal agradecido... Mas isso é uma opinião que eu tenho Ella ao meu lado porque ela fala isso pra ele. E a verdade é que depois que eles se conhecem e passam a ter 'cenas juntos' achei que Darien melhorou bastante na personalidade!
É mais fácil sermos quem queremos ser quando não estamos tentando ser quem todo mundo pensa que somos.
bons conselhos...
Então eu recomendo mesmo que você leia o livro! Eu estava nessa fase muito analítica (vim de uma leitura que fez isso!) e acabei problematizando demais, mas acho ótimo quando um livro que nem tem esse tipo de pretensão nos faz pensar. E eu super recomendo leituras que fazem refletir! Apesar das minhas ressalvas, a trama é muito fácil de ler - mesmo as partes do Darien, rs - e é um livro bem legal pra quem gosta de releituras ou sabe o que é ser muito fã de alguma coisa. Starfield nem existe mas é fácil criar identificação porque quem é fã, sabe como é! Se você gosta de livros YA também vale a leitura.

E se você ler e problematizar tudo, não se sinta só! Vem aqui conversar comigo!

Eu Li: Até que a Culpa nos Separe (Truly Madly Guilty)

Quando a Intrínseca anunciou que lançaria o livro mais recente de Liane Moriarty por aqui eu fiquei esperando ansiosa. Liane, junto com Jojo e Gillian, é uma das minhas escritoras favoritas atualmente, e está neste seleto grupo (deixa eu fazer um drama) de escritoras que eu quero ler tudo que escreve. Eu já esperava gostar do livro porque Liane nunca me decepcionou, então eu nem vou fazer suspense, porque simplesmente não teria como o resultado ser outro. Pode ler a resenha porque não tem spoilers!

Neste livro conhecemos a trama de Erika e Clementine. O livro é narrado em terceira pessoa, focando ora Erika, ora Clementine. Devo logo começar dizendo que eu amo quando um livro é em terceira pessoa e eu não sinto isso - quem me conhece sabe o que acho do assunto, eu sempre comento aqui - e eu tive até que pegar o livro pra ver enquanto escrevo essa resenha, porque eu me senti tão próxima das personagens, que estava pensando que ele era em primeira pessoa! O livro começa com Erika indo a uma palestra de Clementine e a gente logo percebe que a amizade das duas tem alguma coisa que não é normal. As duas são amigas desde a infância, mas parece que há algo no decorrer desta amizade que faz com que elas não sejam tão amigas assim. 
Ela sempre entrava em pânico quando tinha um teste pela frente, passando a duvidar de si mesma de repente. Erika não imaginava como seria ter um trabalho em que a própria pessoa duvidava da sua capacidade de realizá-lo. No mundo de Erika, ou você era qualificado para um emprego ou não era.
Ah, Erika, tão preto no branco....
Eu SUPER me identifico
com Clementine....
Erika é contadora e casada com Oliver e os dois são o par perfeito. Erika é compulsiva com limpeza e muito metódica e Oliver compreende muito bem esse lado da esposa e isso não parece um problema no casamento deles. Ele a compreende melhor do que ninguém e os dois tem muito em comum. Mas será que todos os casamentos são apenas o que parecem aos olhos alheios? Já Clementine é violoncelist, casada com Sam e tem duas filhas pequenas, Holly e Ruby. Ao contrário da amiga, Clementine é bem desorganizada! Ela e Sam tem muitas preocupações com a hipoteca, as crianças, os empregos e isso obviamente sugere uma dinâmica familiar diferente. Mas algo aconteceu entre as Erika e Clementine, que mantém a amizade, mas não parecem se gostar tanto assim.
Ela sempre me pergunta se eu emagreci, que é o jeito passivo-agressivo de me dizer que preciso emagrecer.
Como boa contadora de histórias que é, Liane não revela tudo assim de cara, de modo que a gente vai descobrindo aos poucos o que aconteceu entre as duas que deixou a amizade tão estremecida, tão cheia de contrastes. O livro se passa no presente, onde vemos que esta amizade estranha está estremecida e também no dia do churrasco. Era um domingo comum e Erika e Clementine foram convidadas para um churrasco na casa do vizinho de Erika, Vid. As duas famílias vão passar a tarde na casa de Vid e Tiffany para um churrasco e é neste churrasco que as coisas acontecem e mudam, ou melhor, expõem ainda mais os problemas nessa estranha amizade entre Erika e Clementine.
[...] vivia lembrando a Clementine aquela frase de Gore Vidal: Sempre que um amigo triunfa, eu morro um pouco.
#ui
Vid é um dos pontos altos do livro, ele e a esposa Tiffany são ótimos, mesmo com todo o mistério envolvendo o acontecimento na casa deles, são personagens bem carismáticos. A forma que a trama vai sendo construída também é um dos pontos altos porque a todo capitulo a gente descobre algo que vai ajudado a montar a trama e essa descoberta aos poucos é maravilhosa - da uma leve angustia, mas a expectativa é boa, neste caso. Eu estava muito empolgada enquanto lia e gosto muito desse estilo de narrativa, quando parecemos tatear no escuro - temos informações, mas não completas - e a tensão vai ficando maior a cada capitulo! quando mais perto eu chegava de descobrir o que tinha acontecido no tal churrasco, mais ansiosa eu ficava e quando veio a revelação eu fiquei bem surpresa. Talvez eu tenha imaginado algo do tipo, mas a forma que é contado, e principalmente, saber como o acontecido afetou a vida de todos eles - que é o que vamos lendo durante todo o livro - realmente nos faz pensar sobre como a culpa pode comandar relações e deixá-las quase insustentáveis.
Francamente, já estava cansado. Gostava bastante de todos ali, mas socializar exigia um esforço mental e físico que o deixava exausto e sem energia.
exatamente o que penso, as vezes....
Eu gosto muito que Liane sempre tem personagens mulheres que são reais. Quer dizer, graças aos céus, eu não passo por nada parecido, mas as protagonistas dela sempre são mulheres com histórias palpáveis e que tentam seguir a vida, não importa o que tenha acontecido a elas. Não só o acontecimento do churrasco como tudo que os personagens vivem e contam no decorrer da trama são coisas que nos fazem pensar sobre como cada ação nossa tem uma reação (sim, é clichê, mas é verdade) e eu gosto muito de como Liane desenvolve as relações a partir de cada acontecimento - neste livro, até os que começaram na infância. É muito interessante ver como algumas coisas antigas podem  permanecer e afetar nossas vidas até o fim e as vezes a gente nem se da conta - até algo acontecer!

Mesmo que você seja bom em investigações e descubra antes da revelação o que aconteceu (é improvável, mas existem Xeroque Rolmes, por ai), o mais importante é ver como esse acontecimento  - no dia do churrasco - expôs todos os pontos fracos da relação das amigas, dos casais e de todos que participaram do fatídico dia do churrasco. É um livro gostoso de ler, mesmo sendo bem grande e em terceira pessoa a trama é muito bem escrita e não fica cansativo acompanhar, pelo contrário. Se você já leu algo de Moriarty, sabe do que estou falando e com certeza não vai se arrepender de ler Até que a Culpa nos Separe. Se você não conhece, eu recomendo que você vá comprar um livro dela e ler porque ela sabe contar uma trama de mistério com tensão da melhor forma!

Sou fã mesmo! Se quiser conferir resenhas de O Segredo do Meu Marido e Pequenas Grandes Mentiras (sim, a série da HBO) é só clicar nos nomes.

Eu Li: {Duny} Meu Livro. Eu que Escrevi.

Quando eu soube que a Intrínseca ia lançar o livro da Duny, eu surtei - verdade! Lembro que assim que o Raoni avisou nas redes eu mandei um email todo empolgado e fangirl pra editora falando o quanto eu estava ansiosa. Calma, você nem sabe do que eu estou falando? Me diga onde você viveu nessas internet nos últimos dois anos que não conhece Girls in the House? Confesso, eu já tinha visto memes da serie pipocar pelo meu Facebook antes mesmo de saber do que se tratava, e se você ainda não conhece (eu deixei o link ali em cima, termine de ler esse post e vá assistir), já passou da hora de ver e se unir aos fãs de Duny e cia, pra saber o que é esperar ansiosamente por um episódio de série e não ter A MENOR IDEIA de quando ele estará disponivel (quem sofre por GOT é porque nunca viu GITH). Rao, o criador de toda a ideia, é conhecido por prometer episódio toda semana, mas atrasar sempre e sempre que possível! Acompanhar Girls in the House é entrar num terreno nebuloso e não saber onde vai pisar, mas fique tranquilo, você vai se divertir!

Antes de começar esta resenha, eu preciso por você a par de como eu conheci e virei fã dessa série. No fim do ano passado (na época de festas) eu estava em casa quando minha prima (que é adolescente e tá por dentro dessas coisas de gente jovem, rs) me mostrou a série e começou a assistir comigo (ela estava reassistindo, uma vez que já tinha visto tudo disponivel e estava como qualquer outro fã de Raony - esperando um milagre um episódio novo sair). Eu gostei tanto da série - você pode ver o 1º e 2º episódio meio que sem entender nada porque além do enredo rápido, do humor acido e das tiradas, a série é diferente não só por ser 'feita' com The Sims como também porque o próprio Raony é quem dubla TODOS (existem raras exceções, que vamos conhecendo no decorrer da série) os personagens e isso é bem impressionante. Eu curti tanto a trama das moradoras da Pensão da Tia Ruiva que assisti toda a 1ª e 2ª temporadas no mesmo fim de semana. Depois vi tudo o que tinha disponivel da 3ª temporada e todos os spin offs como Disk Duny (que são esquetes da Duny envolvendo a cultura pop e são DEMAIS), clipes, eps. especiais...
Sabe quando você chega a um lugar e passa a contestar sua existência e a se perguntar o que você tá fazendo lá? Eu não sei, porque isso nunca aconteceu comigo.
Duny, mostrando que seguiu o conselho de dona Evelyn e se ama demais.

Então vamos, enfim, começar a resenha deste livro do título, agora que você já sabe um pouco sobre quem é Duny Eveley (sim, ela tem esse sobrenome e a avó dela se chama Evelyn, o que vocês sabem que sempre me cativa). A resenha não contém spoilers, então pode ler sem medo!

'Meu Livro. Eu que Escrevi.' é um livro autobiográfico da Duny onde ela conta alguns episódios curiosos (se você conhece a série, você deve saber que as coisas que acontecem com as meninas em Sun Town - antiga Willow Creek - são no mínimo curiosas) que viveu tanto antes da série começar como durante a série (como se fossem episódios que não assistimos). É bem possível ler o livro sem ter assistido GITH, mas pra ter total entendimento do humor presente nele, é interessante que você conheça a série no Youtube (e também pra ler o livro com a voz da Duny na cabeça). Como qualquer livro derivado de alguma coisa, se você não conhece de onde aquilo foi derivado, as coisas podem não fazer o mesmo sentido, então é bom que você assista pelo menos alguns episódios antes de começar a ler - além disso, o livro cita coisas que sabemos pela série, então, se você ler sem assistir, vai acabar pegando algum tipo de spoiler! rs
Por enquanto, desisti de tentar ficar famosa e tô tentando focar em coisas que vão trazer frutos, como pôr minhas series em dia, arrumar confusão por causa de bobagem, manter meu corpo numa forma que me agrade e ficar deitada.
Duny. Mas poderia ser Evellyn.
Pra quem acompanha a série é bem visível a evolução de todas as personagens desde que Rao postou o primeiro ep., lá no fim de 2014, sem pretensão e sem imaginar onde aquilo poderia chegar. Tanto a qualidade dos episódios quanto o crescimento pessoal das personagens principais da Pensão são bem notáveis. Assim que comecei a assistir, li algumas entrevistas e acho que conheci a série na época em que ela estava explodindo. Acho que no fim da segunda temporada foi quando as coisas começaram a tomar proporção e a série foi ficando mais e mais conhecida. Raony já falou que esse é até um dos motivos pelo qual ele demora mais para postar os episódios: ele agora se cobra muito mais devido ao grande público que o assiste, então ele quer garantir a qualidade e coerência antes de postar. E isso é uma das coisas legas sobre GITH: mesmo tendo uma trama bem louca, existe uma coerência entre os eps e uma ligação entre as temporadas, então acho muito bom que o criador se preocupe com essas coisas, porque elas fazem mesmo a diferença.

Também gosto muito que existe um Q de despretensão no enredo, e isso garante a leveza  e o humor que passamos a gostar mais a cada capitulo. Mesmo quando acontecem algumas coisas bem WHAT? os próprios personagens fazem piada disso e isso é muito legal (eu escrevo isso e lembro da Ingrid, quem assiste vai saber porquê. Ela tem uma ironia bem marcante). Atualmente, Duny é comentarista de premiações na TNT (sim, a emissora de TV) e talvez você já tenha esbarrado com ela em algum comercial ou no canal de Youtube da TNT e o quadro dela comentando looks e vencedores é sempre muito divertido (com Priscilão e Embucete), mesmo quem não conhece a série consegue assistir e se divertir.

Em sua autobiografia Duny está divertida como sempre, com suas palavras diretas, seu humor peculiar e contando as mais cavernosas vivencias. É um livro para se ler rápido e passar o tempo num piscar de olhos chorando de rir com as loucuras que essa personagem já passou. Eu realmente curti demais a leitura e acho que pra quem é fã da série, é necessária! Pra quem não é fã, só deve ser porque não conhece então vá assistir!

Um  clipe de um single de Duny, Manequim. Porque essa música vicia.

Acontece que eu não sou boa em exatas. Muito menos em humanas. Talvez seja um pouco em humanas... Mesmo que eu odeie humanos.
Duny. Mas to preocupada que parece realmente algo que eu escreveria...
No ultimo ep. disponivel neste momento em que escrevo (3.06) eu achei super interessante porque aparece a Duny escrevendo um dos cap. do livro e quando eu fui ler esse capitulo, ele realmente se encaixa na trama e eu achei isso muito maravilhoso porque me fez chegar a conclusão de que o livro termina num futuro da série (no Youtube) então estou bem curiosa para ver como isso vai ser 'encaixado' nos futuros episódios. Eu admiro muito o trabalho do Raony porque o rapaz é um TALENTO desses que a gente tem orgulho de falar que conhece! Bem, eu não conheço pessoalmente, mas conheci o trabalho dele antes de ele escrever um livro - o que faz a pessoa ganhar uma projeção maior e pra um público diferente. Eu queria muito que ele fosse autografar na Bienal porque eu queria encontrá-lo por lá.
Ah, Duny! Do que você precisa mais no momento? A jaqueta de cheetah ou satisfazer a necessidade básica de comer?" Odeio quando me dão poucas opções...
É... Eu sou a Duny!
Se você está procurando uma leitura rápida e divertida - do tipo pra gargalhar alto, esse livro é a pedida! Se você já conhece a série e é fã, comenta aí e vamos conversar e confabular nossas teorias sobre o futuro das meninas da Pensão!