Hey Evellyn!

Eu Li: O Segredo do Meu Marido (The Husband's Secret)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Estava passeando numa livraria quando vi um livreto de O Segredo do Meu Marido próximo ao caixa. Achei o nome interessante e peguei um para fazer uma pré-leitura e decidir se iria querer conferir o livro todo. Pra quê?! Terminei aquelas poucas páginas absolutamente louca para saber a continuação – afinal, eu queria descobrir o tal segredo e o livreto não tinha essa resposta. Comentei no Twitter e após dias de loucura, descobri que a editora Intrínseca já havia lançado o livro. Recebi uma cópia para análise. A resenha não tem spoilers, mas está cheia de quotes para vocês sentirem um gostinho do que é o livro!

Cecília Fitzpatrick tem uma vida-modelo junto com o marido John-Paul e as três filhas num bairro residencial na cidade de Melbourne, na Austrália. Ela também é uma representante da Tupperware (#risos) bem reconhecida entre a vizinhança, suas reuniões são um sucesso! Bem, a vida era perfeita até que ela encontra uma carta perdida do marido que diz ‘para ser aberta somente após a morte dele’. Claro que a curiosidade acaba consumindo-a e ela não consegue ESPERAR....

Tess Curtis mora em outra cidade e acaba de ter a revelação mais bombástica de sua vida-até-o-momento-perfeita. Tal revelação a faz pegar o filho e ir ficar com a mãe – vizinha de Cecília – enquanto tira um tempo para pensar no que fazer a seguir.

Por último, conhecemos Rachel Crowley, uma senhora viúva que trabalha na secretaria da escola dessa vizinhança e tem alguns problemas relacionados ao passado (e futuro) da sua família, desde que sua filha adolescente fora assassinada anos atrás.
Rachel nunca tivera muito interesse em cozinhar, nem era boa nisso; aquela era só mais uma tarefa que precisava ser feita, como lavar a roupa. As pessoas falavam tanto sobre cozinhar hoje em dia...
#concordo! Até me acho uma cozinheira aceitável, mas me falta interesse (além de querer COMER)! rs
A narrativa do livro é em 3ª pessoa e a principio você realmente não entende o que essas três mulheres e suas rotinas tem em comum, mas a trama toda se amarra de uma forma tão interessante que você simplesmente precisa conferir o que vem a seguir. Cada capitulo tem foco em uma das três personagens principais e durante a leitura vamos percebendo onde e como as vidas delas se interligam. No inicio eu estava bem mais focada no drama de Cecilia (que começa tudo), mas aos poucos fui me envolvendo também com as demais, então, acabei gostando de todas as partes, até porque todas são importantes ao final.
Ele considerava comer na cama algo imoral. [...] Ed acreditava que pessoas que tinham TV no quarto eram como viciados em cocaína; fracos e pervertidos.
#me_sentindo imoral, viciada, fraca e pervertida!
– Sério? [..] Que interessante. No meu tempo, infidelidade era uma coisa muito mais obscena.
#ui 
Pelo titulo do livro, a gente logo cria algumas teorias sobre que tipo de segredo pode ser esse, mas eu realmente não esperava pelo que li. Na verdade, a revelação do segredo acontece pouco antes da metade do livro e o interessante é ver as decisões posteriores a essa revelação, o que cada personagem faz diante dessa nova realidade. É uma história que nos faz refletir muito sobre a vida, sobre como cada decisão nossa (até as pequenas e impensadas) podem interferir no que acontecerá mais a frente. A descoberta do segredo foi algo chocante mas é ainda mais enervante o que Cecilia faz com essa descoberta. Foi o tipo de decisão que me deixou com raiva, mas no final, eu acabei entendendo... Acho que quando temos um filho (não pensamos só por nós mesmos) acabamos tendo uma outra postura. Claro que não consigo deixar de pensar que eu certamente faria TUDO diferente, mas felizmente, a história é ficcional e eu espero nunca passar por esse tipo de provação.  Eu nunca me considerei uma pessoa exatamente curiosa (no sentido de fofoqueira) então não sei se eu teria essa necessidade de ler uma carta que não deveria ser lida naquele momento, entende? Mas toda a situação que leva Cecilia a ler a carta antes da hora faz um sentido tão grande que eu imagino que também teria lido!
Ou talvez estivesse com vergonha porque, no fundo, não sentia vergonha alguma.
já me senti assim tantas vezes... que paradoxal, huh?
Quem acompanha minhas resenhas, sabe minha dificuldade em ler um livro ‘de uma vez só’ e com essa leitura foi assim: eu não consegui parar até descobrir o que seria daquelas personagens. É uma leitura que envolve o leitor e nos deixa ansiosos - para o bem e para o mal. Mesmo depois de descobrir o segredo, a gente precisa avaliar e analisar tudo, assim como as personagens.
Ela não entendia droga nenhuma da vida, exceto que era arbitrária e cruel.
#tenso, mas concordo.
É o primeiro livro que leio da Liane Moriarty e virei fã! Ela soube construir a trama e os personagens de uma maneira tão humana, tão real, que eu pude sentir as angustias e incertezas delas. Fiquei impressionada com a trama interligada e como ela trabalho cada nuance dessas personagens para tornar a história admissível. estou dizendo, é uma situação difícil, mas de alguma forma, consegui entender as personagens (menos a Tess! A Tess eu não aceito!).
Ele está falando sério, refletiu. Acha mesmo que vai para o inferno, como se o inferno fosse mesmo um lugar, e não uma ideia abstrata. Ela ia dizer Obrigada, Senhor, pela danação eterna!, mas desistiu.
eu_ri, mas espero não ir para o inferno por conta disso :x
Terminei a leitura num estado tal de indignação – não porque o final seja ruim, mas porque a autora não perdoa em seu juízo e ainda acrescentou um Epílogo que abre um leque de possibilidades E SE... e isso é praticamente a fórmula para me fazer surtar – que escrevi um email todo emocionado pra Liana, falando sobre minha experiencia de leitura... (acho que ela deve ter me achado louca). Sério, é o tipo de livro que mexe com o psicológico do leitor e não sai da cabeça! Entrou pra minha seleta lista de favoritos dos ano! Nossos segredos movem a vida e, em alguns casos (a maioria), é melhor deixá-los sempre secretos
Era assim que se convivia com um segredo terrível. Apenas seguia-se em frente. Fingia-se que estava tudo bem.
O Segredo do Meu Marido é excelente e após conferir, super entendo porque ele ficou semanas nas listas de mais vendidos em NY! É uma pena que ele (ainda) não seja tão conhecido por aqui, porque ele vale completamente as horas que passamos lendo, então, deixo aqui a minha dica e recomendação de leitura. se você está a procura de uma leitura diferente, que seja familiar e também emocionante e surpreendente, não deixe de conferir!
Finais felizes sempre a faziam chorar. Era o alívio.
Eu espero MUITO que esse livro seja roteirizado e vá para os cinemas (mas também oro pra que consigam contar a história como ela é!). Leia!!! E me chame no Facebook pra conversar sobre ele porque quero falar dessa história com todo mundo!

Eu Li: Tentação Sem Limites (Never Too Far)

terça-feira, 25 de março de 2014

Acho que deixei bem claro na resenha do 1º livro da trilogia série Too Far (que aqui é chamada de Sem Limites) que eu sou uma grande entusiasta dessa história. Essa série faz parte de uma outra série maior da autora, que se chama Rosemary Beach, e que no fim conta histórias sobre vários personagens que conhecemos em Paixão Sem Limites. Eu não podia deixar de conferir a versão traduzida do livro que tanto amei e reli tudo na edição lançada pela Editora Arqueiro. A resenha contém spoilers do livro anterior.

Esse livro começa algumas semanas após o término do anterior e vemos nossa querida Blaire enfrentando uma barra (pra variar!). Todos vimos como o relacionamento entre ela e Rush terminou e agora é a hora de enfrentar as consequências. Acho que não é difícil imaginar que tipo de consequência pode ter decorrido do feito final do livro e é isso que faz Blaire ter que tomar certas decisões e voltar para Rosemary. 

Blaire já aceitou que ela e Rush não poderiam mais ser um casal depois de tudo que ela descobrira sobre a família dele a toda a confusão envolvendo a mãe dela. Eu não citei na resenha anterior, mas realmente ficara muito irritada pela crise que Blaire deu após a descoberta que a fez fugir de Rush e Rosemary no 1º livro. Acho que Blaire estava sendo muito inocente, naquela ideia de que 'mãe não comete erros'. Sempre achei que ela estava exagerando em manter essa imagem de 'santa' que ela via na mãe. A questão é que eu sei que não é fácil ouvir os outros falar mal de alguém que amamos e confiamos, mas sempre penso que temos que aceitar que as pessoas não são perfeitas (nem nossas mães) e que é normal cometer alguns erros. 

Rush por outro lado, leva minha teoria de aceitação e perdão muito a sério e cada vez mais se enrola por não conseguir conciliar Blaire e a família-que-a-odeia aka Nanette. Juro, Rush comete tantos erros e volta se rastejando com a desculpa de que é a ultima vez que até EU - que acredito no melhor das pessoas e sou a favor do perdão - fico irritada pensando que esse rapaz não tem jeito! O pior é que ele faz uma besteira atrás da outra e ainda assim fica notável que ele tem boa intenção (mas vovó já dizia que o Inferno ta cheio disso) e que comete tantas burradas justamente por não querer cometê-las... Enfim! Apesar desse casal ser super trabalhado no mimimi e me irritar por viverem numa montanha russa, eu absolutamente os amo e eles tem uma química tão legal que minha vontade é apenas dar uns tapas neles para eles pararem de graça e ficarem juntos de uma vez. Sei também que alguns acham a narrativa meio pesada (não só pelos palavrões mas pelas partes de sexo e tudo mais) e eu concordo que algumas vezes parece mesmo uma novela mexicana, mas e daí? Eu adoro a carga dramática do enredo!
Eu podia não confiar a ele o meu coração, mas queria confiar o meu corpo, Mesmo que fosse só aquela vez.
#dramaMODEon
Não queria que ela pensasse que eu só queria saber de sexo. Até então, havia resumido o nosso relacionamento a isso. Queria provar que era mais.
Uhhhh. Você precisa provar muitas coisas, gato¹.
Ela não precisa que você acrescente o seu drama familiar à equação. Da próxima vez que quiser passar um tempo de intimidade familiar com a bruxa má, faça isso em outro lugar.
Ehh, you go girl #teamBethy 
Neste livro alguns outros personagens se destacam e apesar de já ter gostado deles no anterior, é nesse que outros aspectos da personalidade deles são desenvolvidos e passei a gostar ainda mais: Grant, o irmão de Rush (que também ganhou uma subserie própria e estou louca pra ler) e Woods, o amigo e patrão de Blaire, que se demostrou um verdadeiro gentleman! Aliás, o livro do Woods será o próximo a ser lançado pela Arqueiro e pra quem acompanha, recomenda-se a leitura dele antes do último livro Sem Limites. Bethy é a amiga que todas precisam e apesar de as vezes não gostar de algumas atitudes dela, acho que ela tem boas justificativas. Do mesmo modo, Nanette ganha meu rancor a cada livro que passa. Essa garota merecia ganhar medalha de ouro na categoria personagem-mais-mala-e-odiosa-dos-NAs.

E após essa minha resenha (que parece bombardear o livro, mas só faço isso porque me sinto no direito COMO FÃ de falar o que eu quiser) vou finalizar deixando o link para música perfeita para a trilha sonora dessa história:
♥ #chorando lembrando de A Usurpadora

E vocês, já conhecem a série? O que acham?

1 - Só eu ou mais alguém acha estranho quando traduzem baby para gato(a)?? Sei lá, as vezes acho que fica tão corta-clima... Uma coisa meio qualquer sabe? O pior é que baby (no sentido que vemos nesses livros) é nivel mega hard de tradução e nem sei o que acharia melhor, só não gosto de gato/gata.

Eu Li: Lições de Amor (Lessons in Love)

sexta-feira, 21 de março de 2014

Todos sabem que eu acompanho essa série Girl ♡ Boy da Ali Cronin, que é lançada pelo selo Seguinte, da Cia. das Letras. Esse é o 4º livro e dessa vez, lemos tudo pelo ponto de vista da Donna.

Particularmente, nunca prestei muita atenção nessa personagem [meus favs são mesmo o Ollie, a Cass e o Jack], mas esse é o legal da série ter cada um dos amigos como foco: a gente pode conhecê-los melhor e ver com quem mais se identifica/concorda/gosta. Donna é a melhor amiga da maluca da Ash e digamos que por isso, já temos ideia de que a personalidade delas são mais afins e com isso quero dizer que elas são as mais desinibidas. O sonho dela é ser atriz, mas pra entrar numa boa faculdade, precisa de boas notas – coisa que ela não ostenta. Então, incentivada por seu pai, ela resolve ter aulas particulares para poder melhorar as notas e conseguir ser aceita em alguma universidade. Ela acaba acidentalmente, encontrando Will, um universitário que dá aulas particulares nas horas vagas. Logo no inicio ela se sente atraída por ele, mas rola toda uma insegurança, por ele ser mais velho e estar prestando um serviço a ela.
Ri com a ideia de que algum dia eu tivesse tido virtude. Independente das minhas ações, meus pensamentos já não eram puros havia anos.
O que gosto nesses livros, é que a autora consegue mostrar os personagens de uma forma bem realista. Eles são jovens e cheios de camadas (como qualquer pessoa real). Donna é muito segura para algumas coisas (como atuar) e demonstra inseguranças em outros aspectos. Na questão dos relacionamentos pessoais, ela tem muito medo de se entregar porque já passou por uma situação ruim e isso é algo que ela precisa aprender a fazer.. Ela tem pais separados e o livro também foca no relacionamento dela com o pai e a ‘madrasta’ – uma moça que ela não aceita por ser muito mais nova que o pai e por ela não gostar de ‘intromissão’ que ela representa nesse relacionamento pai-e-filha e como na maior parte do tempo só mora ela e o pai (a irmã está na faculdade), acho que ela não aceita uma pessoa extra. Esse foi um dos pontos em que não concordei com Donna, pois a achei muito infantil sobre o assunto. Fora isso, acho que a personagem vive dilemas válidos - aliás, todos são. Acho que na adolescência tudo ganha mesmo proporções maiores.
Eu era uma deficiente emocional - não suportava revelar qualquer sentimento real ou genuino. Eu era uma grande falsidade.
Donna tem um humor bem acentuado – acho que é a mais engraçada das garotas – e isso torna a leitura bem legal. O romance com Will também tem fatores interessantes e eu realmente a entendi. Existe uma reviravolta na história que é de fazer dar um gritinho. Eu fiquei bem surpresa porque de tudo que a gente imagina que pode acontecer, acontece o mais improvável!
Claro que rir muito não significa necessariamente felicidade - existe uma linha tênue entre rir histericamente e chorar com a mesma intensidade, e no passado transitei entre um estado e outro em questão de segundos - mas eu estava realmente feliz.
Gostei do livro (embora não tenha se tornado um favorito) e confesso que rolou uma mega identificação com Donna em alguns omentos da história (e eu nem gostaria de admitir isso). Admiro Ali por trabalhar tantos temas diferentes durante a série e conseguir deixar tão claro traços da personalidade de cada um dos amigos e ainda assim uni-los - eles são tão diferentes.... Esse foi o último livro das garotas e o próximo é o ‘A Garota Certa’ que é narrado pelo Ollie (eba!). Nem preciso dizer que necessito ler, ainda mais porque morro de curiosidade em saber como vai ficar resolvida a situação dele com outra personagem!

Eu Li: A Garota que Você Deixou Para Trás (The Girl You Left Behind)

terça-feira, 4 de março de 2014

Esse livro é o mais novo lançamento da Intrínseca, da autora Jojo Moyes (de quem sou fã desde que li seu primeiro livro lançado por aqui, pela mesma editora: A Última Carta de Amor). Jojo até agora não me decepcionara e obviamente, eu tinha altas expectativas em relação a essa leitura – que foram plenamente correspondidas. A Garota é um livro comovente, surpreendente e emocionante, não contrariando o que eu esperava da autora.

Começamos a leitura com uma narrativa em primeira pessoa por Sophie Lefèvre, em tempos de Primeira Guerra Mundial. Sophie vive com a irmã, o irmão e os sobrinhos num vilarejo ao norte da França, cuidando de um antigo hotel da família, enquanto o país é assolado pela guerra e ocupado por alemães. Os maridos de ambas foram mandados para lutar na guerra e elas precisam aprender a conviver com as incertezas e obstáculos que toda a situação gera. Com as tropas alemãs tomando conta de todo o território, o hotel delas acaba sendo ‘escolhido’ como restaurante oficial e Sophie e a irmã precisam se resignar e fazer banquetes para os inimigos, mesmo quando toda população local mal tem o que comer.

É um cenário bem triste por conta de todo o clima de guerra (já comentei que não gosto de ler sobre guerra porque me sinto abaladamente sensível com toda a situação). Porém, o encantador é que apesar desse plot, a autora soube moldar tão bem as situações que mesmo sendo algo que não estou habituada a ler, acaba causando enorme empatia e vontade de saber o que acontecerá. 
... tentava me lembrar de que havia um propósito nisso tudo: que a questão crucial da fé é que ela precisa ser testada.
O que mais gostei, é que apesar da presença forte da guerra, a atmosfera é bem familiar e a narrativa em primeira pessoa faz com que se sentir na pele de Sophie não seja um problema. Eu realmente consegui compreendê-la em todas as suas decisões e de certa forma, me identifiquei muito com a personalidade dela porque ela tem uma fé inabalável na natureza humana e eu sempre tento ser assim.
– Sophie, minha querida, com a sua fé, seu otimismo cego na natureza humana. - Ela meio que sorriu para mim, e foi uma coisa terrível e sinistra. – Você não tem ideia do que eles vão fazer conosco.
Na segunda parte do livro, vamos para os tempos atuais, em 2006 e conhecemos nossa protagonista Liv Halston - agora com a narrativa em terceira pessoa - uma jovem viúva que ainda não conseguiu seguir em frente, mesmo fazendo quatro anos da morte do marido. Liv mora numa Casa de Vidro no centro de Londres, que fora construída por seu marido arquiteto para eles morarem. Desde então, Liv vive fazendo trabalhos de freelancer como revisora, cuida de uma fundação em nome do marido e tem a parte dele numa firma de arquitetura.

Numa noite em que decide sair de casa para tentar espairecer, Liv acaba conhecendo Paul McCafferty, um cara interessante que a ajuda numa situação e eles acabam se envolvendo. O que Liv não imaginava é que apesar da ajuda, Paul acaba se tornando o maior problema logo quando ela acha que está se apaixonando e eles dormem juntos.
Ele tem uma cortesia inata, é o tipo de homem que abre a porta para uma mulher por instinto, não por estar fazendo um gesto cavalheiresco, mas sim porque não lhe ocorreria não abrir a porta se alguém precisasse passar por ela.
E aí você me pergunta onde as histórias se encontram e a ideia toda é tão linda e fantástica que eu estou aqui rindo e chorando enquanto escrevo esta resenha #aloka. Acontece que lá em 1916, durante a guerra, Sophie tinha em seu hotel esse quadro (que acaba ganhando o nome de A Garota que Você Deixou para Trás) que é um retrato seu, pintado por seu marido. O tal quadro desperta interesse do Kommandant responsável pela área do hotel e as circunstâncias levam a alguns acontecimentos que ficam em aberto durante grande parte da leitura. Em 2006, o mesmo quadro pertence a Sophie e ela não imagina a procedência do objeto até o dia que recebe uma notificação de uma empresa dizendo que a família Lefèvre está contestando a posse do mesmo. 
No intimo, me agrada a ideia de que a gente pode ter um quadro com força suficiente para abalar um casamento.
Existe uma lacuna de tempo em que ninguém sabe onde esteve o tal quadro e é preciso desvendar todo o passado não só sobre o quadro como também a vida de Sophie e descobrir o que acontecera para o quadro ter chegado as mãos de Liv de uma forma aparentemente inofensiva. Eu adorei que o livro tem romance e também esse clima de investigação, com tribunal, mistério e a gente passa toda a leitura se perguntando o que realmente aconteceu e como as coisas chegaram àquele ponto. Acho que Jojo trabalhou essas nuances muito bem e adorei descobrir tudo aos poucos, com a expectativa aumentando a cada virada de página, a cada descoberta.

Vou por esse livro no TOP 2014 porque ele é absolutamente LINDO! Sabe o que é terminar de ler um livro e ao mesmo tempo que sente um alivio por ter finalizado a história e descoberto sua conclusão você se sente um pouco triste porque não vai mais estar com aqueles personagens? FOI COMO FIQUEI! Eu praticamente quis recomeçar a ler o livro imediatamente (porque agora leria tudo com uma nova perspectiva, já que sabia todos os mistérios) e só não o fiz porque fiquei refletindo como escrever a resenha e relendo alguns trechos para fazer a cronologia e encaixar as descobertas. Há!
Está acostumada com isso: um desejo físico quase avassalador de se retirar, de estar sozinha nas ruas escuras, sem precisar ser absolutamente ninguém.
Vou terminar dizendo que essa resenha originalmente tinha 3 laudas, mas tive que resumir tudo para não ficar cansativo (e cortar os spoilers, pois vocês sabem que sou The Queen of), mas o importante aqui, que quero deixar registrado é que eu realmente QUERO que VOCÊ leia este livro. Se você passar por ele,  compre, se conhecer um amigo que tenha, não perca a chance e leia! Acredito que seja uma história que vá agradar a moças e moços (tem romance, tem reviravoltas, tem suspense e tem guerra!) e fiquei tão comovida (eu CHOREI) que acho que é um livro que merece sua atenção e que deve ser lido. Leia assim que puder. Estou até me sentindo generosa e pensando que talvez seja capaz de emprestar o meu, só pra que outra pessoa possa se emocionar como eu ao conhecer a história.

A parte melhor é que como eu AMEI demais esta leitura e quero mesmo que você leia, em parceria com a Editora Intrínseca, vai rolar um sorteio aqui no blog! É só seguir as opções pelo formulário abaixo e garantir muitos números para o sorteio, que será realizado no começo do próximo mês.

Eu Li: Época de Morangos e Promoção!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Época de Morangos é o novo livro (recém saído do forno) da minha querida Rafaela Vieira. Rafa é também autora de Sete Minutos no Paraíso (que está na minha estante aguardando), que também foi publicado pela editora Gutenberg e de Depois Daquele Beijo (já resenhado aqui no blog).

Este livro uma característica interessante: apesar de ficcional, a história é baseada em alguns escritos da adolescência da própria autora, então, isso já torna a história interessante, pois ficamos imaginando o que daquilo lá pode ter ocorrido com ela. Além disso, o livro é narrado de uma forma muito pessoal e apesar de não ser em formato de diário, a sensação que temos ao ler é que estamos lendo um. É como se estivéssemos conversando com uma amiga louca.

A protagonista da vez é Jordana Mafre (quem Depois Daquele Beijo vai reconhecer o sobrenome) e começamos a acompanhá-la ainda no inicio da adolescência, quando ela está prestes a começar o 7º ano escolar, em Recife. A história toda se passa em aproximadamente 10 anos da vida de Jojo e nesse período vamos acompanhando todas as (des)aventuras dela, principalmente no que se refere a relacionamentos amorosos. O grande foco do livro é especificamente um rapaz (Edgar), que ela conhece no inicio da narrativa e acaba vivendo uma verdadeira montanha russa de emoções. Apesar de conhecermos a protagonista com seus 13-14 anos, é muito legal acompanhar o crescimento dela, as dúvidas e todos os dramas que vivemos no decorrer da vida, em diversas fases. Acho que isso é um dos pontos mais legais do enredo, pois acaba causando identificação com o leitor, afinal, um dia, todos passamos por essas fases.
O Angus é muito temperamental, acho que sua mãe botou esse nome nele por causa da angústia que ela sentiu quando ele nasceu.
#ri_muito
O livro tem uma trama muito ágil e como disse, a forma com que é narrado, faz com que leiamos muito sem cansar. Jordana tem uma vida social bem ativa – e certo, fico meio espantada com essas meninas novinhas que vivem nos agitos quando eu em pleno vinte e poucos... abafa! – então todo o enredo acaba sendo bem animado. Claro que como qualquer adolescente, existe aqueles momentos em que o drama prevalece, mas a Jojo é tão engraçada que até os dramas são divertidos e nada cansativos. E por ser um livro que se passa num período muito longo, acho que foi bem trabalhado a questão do tempo - embora eu realmente tenha sentido falta de mais detalhes em alguns aspectos. Ainda assim, gostei muito porque o livro acaba caindo num aspecto que eu sempre gostei de acreditar: que o amor encontra seus caminhos e que no fim tudo dá certo #soudessas.
Então, fiquei amiga de todos os amigos dele. E eles sabiam que eu era doida para ficar com ele, porque cometi o ato desvairado de contar para turma inteira. Ah, a inocência dos 15 anos! Eu parecia uma psicopata maluca cheia de planos para fazê-lo se apaixonar por mim.
Um recurso sempre válido ;)
Devia haver um limite de quantos caras eu podia beijar na frente do edgar. e extrapolei esse número. Fui cruel, pode dizer.
#tenso 
Eu gostei de todos os personagens do livro, mas a Jaque é realmente sensacional (leia a resenha de Depois Daquele Beijo e entenderá), ela é aquele tipo de amiga totalmente alto-astral, que não vê tempo ruim e está sempre por perto para animar a protagonista. A Jordana é uma personagem bem legal, meu único problema com ela foi devido algumas atitudes paradoxais que ela tinha e depois ficava se queixando (mas nada grave) – sem contar que eu super entendo porque na adolescência a gente (e tudo) é tão confuso... E achei legal que esse é um livro adolescente que os pais não foram excluídos e a relação da Jordana com a família é trabalhada.
Dá pra acreditar numa coisa dessas? Das duas uma: ou minha mãe surtou de vez ou era uma bad trip de tanto ácido tomado na juventude. Ambas as alternativas me apavoravam.
Adorei a leitura e passei ótimos momentos lendo. Super recomendo pra quem anda de ressaca e quer algo leve e divertido pra passar o tempo. Também adoro a brasilidade do livro, que contém lugares bem específicos do local em que se passa, então acho que pra quem mora lá (ou conhece) deve ser ainda mais incrível para ler. Se você ainda não conhece nenhum dos livros da Rafa, recomendo fortemente que conhece porque você irá gostar do estilo dela!
Anote: garotos não são só bonitinhos., eles podem ser bem idiotas também.
Pra quem ficou curioso e quer ler o primeiro capítulo, a editora disponibilizou aqui neste link: Época de Morangos.

Você também pode participar do sorteio promovido em parceria com a Editora Gutenberg para garantir o seu exemplar ^^
Boa Sorte!!
Não reparem o tanto de quotes, mas meu livro está repleto de marcadores e eu tinha que compartilhar algumas das pérolas! 

Eu Li: A Queda dos Cinco (The Fall of Five)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A Queda dos Cinco é o quarto livro da série Os Legados de Lorien. Se você não leu os livros anteriores, a resenha pode conter spoilers.
Vamos fazer aquele resumo básico da história. Esse livro começa mais ou menos num momento do final do livro anterior. Dessa vez, temos como narradores Sam, John (4) e Marina (7). Eu adoro essa visão múltipla porque nos permite conhecer vários aspectos da história que ficaria impossível saber se tivéssemos só um narrador. Acho até que por isso passei a gostar mais da série, por sair desse foco único – e convenhamos, Quatro as vezes é um maletinha. Então, com a Garde remanescente quase toda reunida, eles precisam treinar para a grande batalha e também encontrar o membro restante. O livro já começa com bastante ação (vem sendo assim desde o anterior) e algumas surpresas logo no inicio me deixaram tão feliz!

Fiquei surpresa com Sam como narrador porque as partes dele são realmente legais, ainda mais porque ele é o humano no meio daquele monte de aliens com superpoderes, então acho que a visão dele trás um pouco de identificação. E é surpreendente notar como Quatro - que sempre foi meio bocó - cresceu durante a série e aparece como uma figura de liderança. Dá até orgulho (aê, garotão - Sarahfeelings). Meu personagem favorito na série continua sendo o número Nove! Ele é aquele tipo sem-noção que faz antes de pensar e vive arrumando confusão, mas acho que ele é um ótimo contrassenso ao estilo líder que pensa antes de fazer de John.
- Sabe, não acho que você e seu pai sejam de verdade espiões mogadorianos ou coisa do tipo. No jantar, eu só estava bancando, hã, o advogado do diabo.
- É. obrigado.
- Quer dizer, se eu fosse um mogadoriano recrutando espiões, escolheria humanos um pouco mais fortes, entende?
- Aham - respondo, cruzando os braços. - Você não sabe mesmo em que momento de um pedido de desculpas calar a boca, não é?
Uma coisa que venho achando incrível nessa série, é como ela fica melhor a cada livro. Sei que isso pode parecer obvio, mas é fato que vemos muita série começando de forma fantástica e perdendo o gás no decorrer e acho que neste caso, é bem o contrário (que bom!). No primeiro livro, achei a ideia boa e decidi continuar acompanhando para ver onde aquilo ia dar e agora, depois de passar pelos livros anteriores, vejo que a série realmente está chegando a algum lugar. Não sei se deve-se ao fato de eu não ler muito esse tipo de leitura, mas acho que a série está indo por um caminho bem surpreendente! Eu nunca sei o que esperar de cada livro. E A Queda dos Cinco acabou virando meu livro favorito porque ver todos juntos, a interação entre eles e toda a história que ficamos conhecendo... Realmente fantástico!

Esse é o livro que nos dá uma grande visão sobre todos os acontecimentos que levaram ao fim de Lorien e também a formação da Garde e ainda assim, deixa um mega ponto de interrogação em relação a algumas coisas! Eu realmente adorei as reviravoltas (são empolgantes) e a forma que a história está sendo conduzida deixa qualquer leitor ávido por mais....

Agora, eu terminei de ler esse livro com um impulso assassino! Vocês não tem ideia do que acontece... JURO! Eu cheguei a desconfiar de algumas coisas durante a leitura, mas é impossível prever e minha vontade foi de apenas MATAR o autor! Estou ainda mais ansiosa pela continuação e não quero nem pensar no que pode conter nela - sinta o paradoxo.

Pra finalizar, vou mais uma vez citar que acho que essas traduções estão criando uma confusão! A Queda dos Cinco faz ter uma ideia bem mais assustadora do livro e não está certa. Neste caso, é um mudança tão sutil, mas esse S (transformando o DO em DOS) faz toda diferença no sentido!... Entendo que agora que eles já começaram fica difícil mudar tudo, mas só estou deixando marcado que ISSO NÃO ESTÁ CERTO e eu fico nervosa com esses títulos!

Vivi Leu: O Atlas do Amor (The Atlas of Love)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

“Família não é uma questão de sangue, mas de destino. Não dá pra escolher.”


O Atlas do Amor foi o primeiro livro da Laurie Frankel publicado, mas o segundo que eu li. O primeiro que li, Adeus, por enquanto, já foi resenhado aqui no blog.

A Laurie é dessas escritoras que eu admiro por sempre propor algo novo e original em suas histórias. São histórias do dia a dia que nos tocam pela simplicidade e veracidade dos acontecimentos. Eu amei O Atlas do Amor tanto quanto Adeus, por enquanto, os dois entraram na minha lista de livros top favoritos da vida.

Jill e Janey se conheceram no início pós-graduação quando iriam começar a dar aulas na Universidade e logo se tornaram amigas. Não por afinidades a princípio, mas pela necessidade de ter amigos ou alguém para cozinhar, rs.


“Ninguém sobrevive à pós-graduação sem aliados. A pós é como a guerra, a diplomacia internacional ou os últimos anos da escola – um terreno perigoso contra o qual ficamos indefesos sem um mínimo de ajuda. Para isso eu tinha Jill. E, também como na guerra, na diplomacia internacional e na escola, há inúmeros arqui-inimigos na pós. Todo mundo tem um. A nossa se chamava Katie Cooke.”

Katie pode ser considerada a “cdf” da pós, sempre bem arrumada com cores combinando, tem respostas para todas as perguntas feitas na aula e senta sempre na primeira fileira ou perto do professor. Ela foi motivo de muita gargalhada para Janey e Jill até que tentou se aproximar com a desculpa de querer aprender a cozinhar. Sem saber como dizer não, elas aceitaram e por incrível que pareça não se desgrudaram mais. Katie queria aprender a cozinhar para casar, mas nem ao menos tem namorado, como ela mesmo diz: “Esperando impacientemente. E me preparando nesse meio-tempo”. Ao longo da história nos divertimos muito com as diversas tentativas de Katie que além de tudo é mórmon e quer encontrar um namorado da mesma religião. 

Jill é a mais maluca das três amigas, com seus 27 anos se envolveu com um aluno de 20, Daniel Davison, e estava completamente apaixonada. Não é uma grande diferença de idade e o relacionamento deles estava ótimo até Jill engravidar. Daniel não se sentia preparado para ser pai e lidar com uma família e Jill se viu desesperada sem saber o que fazer. O apoio das amigas foi fundamental para sua decisão de ter o bebê, mas isso resultou no fim de seu relacionamento com Daniel que simplesmente “meteu o pé”.

Janey parece ser a mais normal das amigas, não estava desesperada para casar nem prestes a dar a luz. Por ser a mais sensata (e a única que sabe realmente cozinhar, rs) insistiu para que Jill tivesse o bebê e se propôs a ajudar no que pudesse. Katie também ofereceu sua ajuda, pois Jill não poderia largar a pós-graduação e deixar de aulas. Resolveram então morar juntas para que pudessem se revezar para cuidar do bebê.

“As pessoas gostam de dizer que nada é mais importante do que a família e amigos de verdade são como uma família.”

E o pequeno Atlas nasceu... e com ele começou a loucura na vida dessas mulheres. 

“Ninguém parecia surpreso por ver nós quatro, sem nenhum homem à vista, nenhuma envolvida romanticamente com a Jill, mas todas claramente pretendendo criar o bebê. Ninguém perguntou pelo pai; ninguém olhou para nós com cara estranha. É, acho que os tempos são outros mesmo. (...) Qualquer pessoa que olhasse para nós podia ver que éramos uma família.”

As três precisavam trabalhar e estudar e para isso organizaram seus horários de modo que uma sempre estivesse disponível para ficar em casa com o bebê. Todas se sentiam verdadeiramente como mães. E elas realmente eram. 

Mas será que as amigas estavam realmente dispostas a abrir mão de suas prioridades por um bebê que não era realmente delas? Será que Jill se sentiu confortável com tantas pessoas criando seu filho? 

O Atlas do amor é realmente uma linda história de amor e amizade, carinho e cuidado com aqueles que queremos bem. Eu me emocionei em várias partes da leitura e os personagens coadjuvantes que aparecem são realmente especiais e importantes. A avó de Janey é incrível, uma senhorinha que me fez rir e chorar. Além disso, me identifiquei com as loucuras do mundo acadêmico, que não é muito comum de ser retratada em livros. É uma história inteligente e apaixonante que todos deveriam ler.



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