Desejo de (Aniversário) Quinta #40

Hoje estou completando mais um outono, então resolvi pegar uma das minhas colunas favoritas do blog e ressuscitá-la (cof) para uma edição especial de aniversário com meus atuais desejos literários!


Ordem - Eu amei o primeiro livro dessa série, então estou mega ansiosa para ter Ordem em mãos e conferir a verdade sobre essa sociedade tão... inusitada. Sério... É meio triste porque eu mal lembro os detalhes de Silo e esse é o tipo de trama com tanta coisa a se descobrir que o bom é ter tudo fresco em mente, mas tanto faz! Eu quero continuar essa saga e saber a verdade sobre tudo!!

A Herdeira - Eu amei a série da seleção, mas confesso que não sei bem o que esperar de A herdeira, ainda mais depois que li a sinopse (ué, não tinha acabado o reality?). mas como fã da narrativa da autora, dos personagens e das CAPAS MARAVILHOSAS, estou querendo A herdeira na minha estante!

Nós - acho que não preciso de um motivo real para querer ler o novo livro do DAvid Nicholls porque o motivo é apenas: é David Nicholls, então eu quero ler. Isso. Vamos manter as coisas simples.

Uma Curva no Tempo – Certo que me interessei em ler por conta dessa capa tão chick-lit, mas o livro parece mesmo interessante. Apesar do estilo da capa, não acho que seja um chick-lit clássico, e gostei muito da temática sobre acontecimentos da vida que gostaríamos de voltar atras e mudar.

O Sol é para Todos - Em todos esses anos que conheço esse clássico da literatura, acreditam que eu nunca parei pra saber mais sobre do que se tratava o livro? Na verdade, eu não tenho muito apelo com clássicos, então realmente não são tipos de livros que chamam minha atenção, apesar de serem muito comentados. Confesso que minha história com esse livro sempre esbarra no fato de eu lembrar dele como ‘Como Matar um Passarinho’ (sim, eu sei que essa minha tradução literal fail não faz sentido, mas eu só consigo pensar nisso ao lembrar no titulo original). Mas quando eu vi essa nova edição do grupo Record e li a sinopse (sério, eu não tinha a menor ideia sobre o que se tratava) achei tão interessante que estou desejando.  Vamos dar um glória porque só assim pra eu ter vontade de ler um clássico!

Últimos Videos do Canal

Hoje resolvi atualizar aqui no blog sobre dois dos últimos vídeos que postei lá no canal do Youtube do blog. Se você ainda não assistiu, aproveite para fazer isso e se inscrever para ficar ligado nos p´roximos vídeos. Eu ando postando por lá e não atualizo os videos por aqui, então é bom manter contato pelo Tube para não perder minhas-dicas!

The Lover Book Tag - uma tag para aqueles que são apaixonados (como eu) por todo tipo de livro


Café com Aroma de Sabor de Livros - uma tag pra que aaaaama novelas mexicana, ops, ama café e livros!!




Pra não perder mais nenhum vídeo, inscreva-se no canal clicando aqui! Tenham uma ótima semana!

Eu Li: Um Mais Um (The One Plus One)

Um Mais Um é o mais recente livro lançado pela Intrínseca da minha escritora queridinha Jojo Moyes. Depois de me apaixonar pela narrativa de Jojo em A Última Carta, me emocionar com Como Eu Era Antes de Você e ficar completamente encantada com A Garota que Você Deixou para Trás, chegou a hora de ler essa nova trama. Jojo está no meu seleto haul de escritores em que eu deposito total confiança e não aceito nada menos do que maravilhoso para descrever seus livros. Então logo adiando que essa resenha está cheia de amor porque é só o que consigo sentir ao ler Jojo!
...Jess poderia ver o lado bom de um apocalipse nuclear.
O livro é narrado em terceira pessoa, mas com foco nos quatro personagens centrais da história e com isso, temos uma boa visão geral sobre os acontecimentos. Nele,conhecemos Jess Thomas, um jovem mãe e que trabalha em dois empregos pra tentar sustentar os dois filhos, ainda mais depois que o marido os deixou - por estar passando por uma forte depressão. Os filhos em questão são Tanzie, uma garotinha muito fã de números e matemática e Nicky um adolescente pseudo-gótico que vive sofrendo bullying na escola e na vizinhança por não se encaixar nos padrões, usar delineador e estar sempre de preto, Nicky na verdade é enteado de Jess - filho do ex-marido - mas que ela cuida desde pequeno e o tem como filho e ninguém pode negar isso. Eles vivem com dificuldade, mas Jess faz de tudo para  dar a melhor educação aos filhos e lhes garantir as melhores oportunidades. Do outro lado, temos Ed Nicholls, um gênio da computação que abriu uma empresa de sucesso com o melhor amigo e após ganhar muito dinheiro, esta sendo investigado pelo uso de informações. Eles podem não ter nada em comum, mas o destino se encarrega de cruzar a vida dos dois quando Ed vai ao pub que Jess trabalha a noite e ela acaba ajudando-o após uma bebedeira - afinal, a vida dele está indo ralo abaixo.
Havia um monte de coisas horríveis associadas ao fato de o pai de seus filhos ter ido embora: os problemas financeiros, a raiva reprimida em nome das crianças, o modo como a maioria de suas amigas casadas agora a tratava como se ela fosse uma espécie de lada de maridos em potencial.
Numa dessas reviravoltas maravilhosamente improváveis mas que fazem todo o sentido, Ed acaba oferecendo uma carona para Jess e familia incluindo Normam, o cachorro quando eles precisam atravessar o país rumo a Escócia, onde vai ocorrer uma Olimpíada de Matemática que Tanzie recebeu a chance de participar para talvez ganhar o dinheiro necessário para matriculá-la numa boa escola particular onde desenvolveria suas habilidades em matemática no ano letivo que irá começar. Claro que essa viagem faz muito mais por todos eles do que eles imaginam assim que iniciam o percurso.
Tanzie sabia que Nicky estava pensando a mesma coisa que ela: que a mãe finalmente enlouquecera.
Jess é uma personagem muito forte porque apesar de nova e da vida dela estar uma bagunça, ela tem muita garra e perseverança para cuidar das coisas. Gostei muito do espirito otimista e batalhador dela, sempre pensando no melhor para a família. Ed é um personagem que, pelo modo como foi escrito, você consegue vê-lo exatamente como uma cara recluso, apesar de muito inteligente e de ter um bom coração. Apesar de gostar muito dos dois adultos da história, acho que o personagem que mais me cativou foi Nicky, porque ele é muito mais do que aparenta ser a princípio (adolescente pseudo-gótico) e acho que conforme vamos lendo, vai ficando mais perceptível todos os traços da personalidade dele e gostei muito de como ele age com a mãe e a irmã ♥.

Eu adoro o modo como Jojo desenvolve suas histórias, por mais diferente que seja o assunto, ela consegue trazer algo de real que torna a leitura muito agradável. Como fã da Jojo e já tendo lido tudo dela lançado por aqui, devo dizer que esse é o primeiro romance dela que leio e acho mais leve, por assim dizer. Ele tem seus dramas, e eles são bem intensos e interessantes, ainda mais por envolver tanto a questão familiar (as dificuldades de Jess pra sustentar os filhos sozinha, a união que eles tem apesar de todos os problemas, o bullying, os problemas que Ed tem com a justiça e com sua própria família...), mas ainda acho que por ele ter uma trama bem mais palpável, acaba soando mais leve, justamente por ser bem a-vida-como-ela-é.
— Desculpe, sei que você está tentando ajudar. Mas agora estou achando seu otimismo cansativo.
Eu me emocionei bastante com os momentos finais desse livro porque não chega a ser algo hiper-desencadeador-de-lágrimas, mas tem aquele tipo de final que eu gosto muito, quando as coisas acabam ficando bem, de uma forma ou de outra e além disso também tem uma lição relacionada a generosidade alheia e em como as pessoas podem ser legais e sempre fico sentida quando vejo pessoas sendo legais com outras pessoas. Sei que é um livro, mas acredito realmente que na vida real esse tipo de coisa também acontece e isso me deixa feliz e emocionada. O livro tem o selo de maravilhoso, então se vocês querem um romance divertido e improvável, leiam!

Eu Li: Quase uma Rockstar (Sorta Like a Rock Star)

Matthew Quick é um dos autores que gostei de conhecer e  por isso, coloquei na minha lista de: ler sempre que tiver livro novo. Quando foi anunciada a publicação de Quase uma Rockstar pela Intrínseca, fiquei super curiosa pelo que viria. Li o minimo possível sobre a trama e quando o livro chegou, comecei logo a ler.

Amber Appletown (adorei esse nome, é tão sonoro) é uma adolescente diferente das que vemos por aí. Ao contrario da maioria - que vive fazendo drama e vivendo uma sofrência desnecessária por qualquer pouca coisa, Amber costuma sempre ver o lado bom da vida (sorry, não pude deixar essa piada pronta de fora), o tipo de pessoa para quem o copo está sempre meio cheio - não importa o pouco de água que pode haver nele. Ela se considera a Princesa da Esperança e mesmo sem estar vivendo a vida que sonhou, gosta de pensar que a vida vai melhorar - a qualquer momento - e por ter essa fé inabalada e esse otimismo incansável, acredita que deve fazer as pessoas a sua volta sentirem o mesmo. Não pense que a vida de Amber, nossa protagonista e narradora, é fácil. Ela, a mãe e seu cão vira-lata Bobby Big Boy, moram em um ônibus escolar, elas mal tem dinheiro para comer ou comprar roupas de frio e ainda assim Amber mantém sua convicção de que as coisas melhorarão.

Apesar de todos os contratempos, Amber vai levando a vida envolta de diversas atividades que preenchem seus dias. Participa de um clube meio decadente na escola, mas onde conta com a amizade de seus colegas e do professor responsável, é voluntária numa igreja onde ensina inglês para moças coreanas e também numa casa de repouso onde consegue animar os velhinhos e passar um pouco de seu positivismo para aqueles que não tem visitas nem noticias da família há anos. Esse aspecto de Amber é um dos grandes pontos positivos do enredo, porque ela é uma protagonista realmente diferente de todas que já li.

Mas nem só a inabalável e a esperança constante fazem de Amber - e do livro - algo inesperado e único. A trama toda tem uma atmosfera muito gostosa para se ler e alguns pontos bem inusitados que me cativaram de cara. Primeiramente, foi a primeira vez que li num livro jovem sobre uma protagonista tão ativa em sua religião, ainda mais sendo esta religião a católica. Já li algumas tramas com protagonistas evangélicas existe um grande segmento de livros para este público, mas realmente nunca tinha lido nada "sem fundo religioso" onde o protagonista frequenta uma igreja e fala disso com tanta convicção, fé e, principalmente, entusiasmo. Claro que esse nem é o foco do livro - não pensem isso - mas achei bem interessante como o autor usou esse fato para mostrar um pouco mais sobre a personalidade de Amber e em como isso condiz com o modo como ela encara a vida. Amber é um dos membros mais ativos da igreja católico-coreana, do padre Chee, fazendo seu trabalho de professora de inglês com as Divas Coreanas por Cristo (!). Além disso, a relação de amizade dela com o padre é realmente algo bem bonito e que rende diálogos bem interessantes e sinceros.
— Padre Chee?
— Diga, Amber.
— Por que algumas pessoas passam pela vida sem nunca ter que enfrentar uma grande tragédia, enquanto outras têm que viver uma coisa horrível atrás da outra?
— Não sei.
Acreditem, no contexto, esse diálogo é dos mais emocionantes!
A enorme fé em Deus e em JC - como ela chama - que Amber mantém é realmente algo tocante, porque o modo como ela conta sua trajetória e mantém contato com essa fé é digno de cumprimentos.

O livro todo é desenvolvido de uma forma bem direta e os capítulos passam sem cansaço. Como Amber é uma jovem com várias atividades, há certa quantia de personagens e gostei de ver a participação de cada um deles na história, porque tem um momento onde todos se juntam e achei incrível como isso foi feito, considerando que Amber conhece todo tipo de gente. Entre meus preferidos, está o Padre Chee, o sr. Linder e a Donna - além de obviamente, o Bobby Big Boy aka BBB, 3B, Triplo B. Apesar de ter partes bem emocionantes, consegui segurar as lágrimas até um momento no final onde a surpresa foi tanta e a cena foi tão linda que eu chorei alto e escandalosamente! E eu já tinha passado por outras partes tão bem... Mas sabe quando acontece algo que nos emociona por poder dar aquele alívio e aquela felicidade que sabemos que o protagonista merece? Foi isso.

Acho que uma das cisas que mais me encantou no livro foi o fato de Amber ser tão esperançosa e eu me identifico bastante com isso. Claro que as vezes choro as pitangas lá no Twitter, mas gosto de me considerar uma pessoa positiva e sempre tento passar as pessoas ao meu redor um pouco de esperança e alegria - afinal, nossa vida particular as vezes é tão carregada de dramas, não é? - e foi justamente neste ponto que me senti representada pela Amber! Na verdade, até peguei algumas dicas com ela para melhorar a convivência com as pessoas a minha volta!

Agora, como nem só de cosas boas se faz um livro, existe um aspecto nele que me incomodou bastante. Amber tem um vício de linguagem onde preenche suas frases com não é, pois é, juro, sério e chega um momento que isso se torna monótono e irritante. Embora eu entenda que esse recurso de linguagem foi usado de forma proposital, por se tratar de uma narrativa adolescente, a narrativa ficou tão repleta disso que eu achei bem cansativo (o fato deles estarem ali, a cada final de frase). Digo, entendo exatamente a intenção do autor, mas achei que isso realmente pesou a mão na história e por vezes eu lia isso de uma forma irritada só porque já sabia que estaria lá (isso faz sentido pra vocês?). Enfim, não é algo que estrague o valor do livro, mas tem partes específicas onde isso aparece tanto, que realmente me incomodou.

Fora esse pequeno detalhe, adorei a leitura e realmente recomendo por ser algo fresco, jovem e principalmente por ter essa protagonista que não se deixa abater pelas provações da vida e nos mostra que é possível superar e ultrapassar as dificuldades, ainda que seja necessário um pouco de fé (não importa em quê). Quase uma Rockstar é uma trama dessas pra reler quando parece que a vida está ficando um pouco pesada, para ganhar um pouco de entusiasmo e ânimo para continuar!