Eu Li: Temporada de Acidentes (The Accident Season)

Fiquei curiosa para ler Temporada de Acidentes quando participei da última Turnê Intrínseca (5ª). Já havia visto livro na news, mas foi ouvindo a editora falando sobre ele que decidi que precisava ler pra conhecer a história completa. Agora vou tentar convencer vocês, com a minha resenha, a ler esse livro também, porque ele tem uma das tramas mais originais que li esse ano - não necessariamente pelo que é contato em si, mas bastante pela forma com a qual Moïra Fowley-Doyle resolveu contar e construiu a trama.

O livro é narrado por Cara Morris, que tem 17 anos e está no Ensino Médio. Cara tem uma irmã, Alice, que é um ano mais velha e um (ex) meio-irmão-postiço da mesma idade, Sam. O pai de Sam foi padastro das meninas por algum tempo, mas acabou abandonando a família, deixando o próprio filho aos cuidados da ex. A mãe delas, Melanie, cuida de Sam como se fosse seu próprio filho e Sam a considera muito, apesar do ressentimento que tem pelo pai tê-lo abandonado e só ligar uma ou duas vezes ao ano. 

Acontece que essa família de Cara sofre um um problema que eles não sabem dizer exatamente quando ou porque acontece, mas todo mês de outubro, eles (os membros) ficam mais propensos a sofrerem acidentes, e então e um período em que tudo pode acontecer, desde arranhões e joelhos ralados a coisas mais graves como ossos quebrados, acidentes fatais... Como a mãe já sabe que isso acontece, todo outubro rola uma série de precauções extras (tipo quando esconderam todas as rocas do reino da Bela Adormecida, sabe). A mãe esconde as facas, o fogão a gás é inutilizado, a casa é toda envolta em plastico bolha e ela faz questão que eles usem muitas camadas de roupa para não dar chance desses pequenos deslizes os afetarem. Mas a questão é que independente de todo cuidado e precaução eles sofrem todo tipo de desastre durante o período, não importa o quanto eles tentem evitar, Parece que eles são um chamariz de acidentes! A melhor amiga de Cara, Bea, que tem uma fama de bruxa e vive tirando as cartas para saber o que o futuro trará, diz que esse ano será dos piores, e com isso Cara já se assusta com as possibilidades.

Na ultima semana de outubro, Cara percebe que uma colega de escola está presente em TODAS as suas fotos - tiradas do celular - e isso a deixa intrigada porque né? #quemnãoficaria. Elsie foi amiga de Cara durante o período do Ensino Fundamental e depois elas se distanciaram. O problema é que quando Cara decide ir confrontar Elsie para esclarecer esse fato curioso (e assustador), a garota não está mais indo a escola e o que parece é que ninguém se lembra dela. Cara, Alice, Sam e Bea sabem que Elsie realmente era uma aluna da escola, mas ninguém na escola parece lembrar dela. Querendo descobrir o que anda acontecendo, porquê Elsie está em todas as suas fotos e onde ela foi parar, já que não está mais indo a escola, eles entram em uma investigação que os fará descobrir coisas sobre si mesmos que eles jamais haviam imaginado estar interligadas.

Elsie era uma garota de poucos nenhum amigos e a unica coisa que eles sabem sobre ela é que ela era criadora de um projeto na escola chamado Caixa de Segredos. Ela ficava na biblioteca com uma máquina de escrever durante os intervalos das aulas e os alunos vão lá, escrevem seus segredos, depositam numa caixa e no final do semestre os segredos são expostos, pendurados pela escola, mas anonimamente, visto que ninguém assina (tipo aquele app que fez sucesso algum tempo atrás, mas de modo não-virtual). O projeto sempre sai no jornal da escola e até em outras publicações, mas o fato estranho é que Elsie nunca é mencionada...
- Existe um lugar mágico chamado biblioteca - diz ele em um tom solene, de brincadeira - Não sei se você já ouviu falar, mas lá tem vários livros, e também jornais, e até edições antigas de jornais....
Vou parar o resumão por aqui pois quero que vocês fiquem curiosos para ler e esse livro tem TANTOS desdobramentos que se eu for mais adiante vou acabar contando algumas coisas que tornaram a leitura tão empolgante para mim. Comecei a leitura com calma, mas o desenrolar dos acontecimentos, as descobertas e a vontade de querer saber o que Elsie significa na vida de Cara e o que desencadeou essa temporada de acidentes faz com que a gente mal consiga parar de ler. Realmente adorei a forma como Moïra desenvolveu o livro e como os fatos vão sendo revelados, pouco a pouco e as vezes de uma só vez, causando um verdadeiro choque - porque a gente não espera algumas dessas coisas em livros YA.

Temporada de Acidentes não é uma comédia, porque ele conta uma história forte, mas a forma com que ele é contado faz com que a gente se identifique com os protagonistas e torça para que eles descubram tudo que precisam. Eu fui totalmente surpreendida pelo final porque confesso que durante a leitura, as vezes a imaginação de Cara é tão forte que eu senti como se ela fosse aquela personagem do filme Sucker Punch - Mundo Surreal e de fato, o livro tem algo de lúdico em alguns momentos. Existe uma narrativa de outra perspectiva, como se Cara não fosse ela mesma e sim outra pessoa, e isso enriquece o texto ao mesmo tempo que torna tudo um pouco questionável! Eu adorei! Se você estiver procurando uma trama diferente, com algo de fantasia mas com um fundo bem realistico (existe? rs) não deixe de ler! Mas sinceramente não deixe de ler se tiverv a chance porque é uma história bem diferente e interessante!

Eu Li: Um Presente da Tiffany (Something from Tiffany's)

Um Presente da Tiffany foi um dos lançamentos da Intrinseca no mês de fevereiro que fiquei interessada em ler antes mesmo de saber do que se tratava exatamente a história. Só o nome, a capa e a ideia que fiz do enredo foram o suficiente para criar interesse. Solicitei o livro para resenha e agora vou contar o que esse livro me passou. Melissa Hill é uma escritora que conheço faz tempos e já tinha interesse em ler (ela teve alguns livros lançados por aqui ha algum tempo por outra editora), mas ainda não havia tido a chance. Acho que esse foi um ótimo começo para conhecer o trabalho dela, Um Presente é um livro muito doce e que me fez sentir muito feliz enquanto lia.

O livro é narrado em 3ª pessoa e nos apresenta alguns personagens. Tudo começa na véspera de Natal na Quinta Avenida, NYC., Ethan Greene quer comprar um anel de noivado para sua namorada, Vanessa. Ele espera poder formar novamente uma familia, já que a esposa faleceu ha algum tempo e ele está feliz em ter encontrado uma mulher que goste de sua filha, Daisy, e que acredita, será uma boa mãe para ela. Gary Knowles também precisa comprar um presente para sua namorada, Rachel Conti, mas não quer algo tão comprometedor e definitivo. Apesar de Rachel ser a responsável pela viagem (um presente de aniversário) e ele estar muito grato a ela por tudo, quer apenas uma lembrança para comemorar a data. Com os presentes comprados, os destinos de Ethan e Gary acabam se cruzando num estranho acontecimento: Gary é atropelado por um táxi, no meio de toda a confusão da 5ª Avenida, e é Ethan e a filha que acabam socorrendo-o o que causa uma inexplicável troca de sacolas da Tiffany & Co e é aí que a confusão começa.

Num desses desenrolos que parecem improváveis, mas acabam se tornando bem plausíveis quando estamos lendo um livro bem escrito, Melissa Hill nos proporciona uma trama bem amarrada e totalmente surpreendente apesar de todos os acontecimentos.

Ethan é professor universitário e fica bem apavorado quando Vanessa abre o presente que deveria ser o inicio de uma mudança pra vida deles e da de cara com uma simples pulseira de berloques (da Tiffany, mas enfim). Apesar de notar que algo aconteceu, ele acaba não desmentindo porque o noivado seria uma surpresa e resolve tirar a história a limpo antes de se desesperar com o sumiço do anel. Por outro lado, Gary, que é empreiteiro e tem passado uma situação complicada com sua empresa nos últimos tempos, mal consegue acreditar na sorte (ou não) que teve ao ver que ao inves de uma pulseira, sua namorada estava recebendo de Natal um anel muito impressionante como presente.
Vanessa era tão atenta e sempre tão generosa e compreensiva a respeito da memória de Jane que Etah se viu apaixonado por ela mais uma vez. Viver a sombra de outra mulher seria, sem dúvida, um desafio para muitas, mas felizmente
não parecia ser o caso com Vanessa.
a gente tenta não gostar da Vanessa, mas aí, como, uma vez que Ethan pensa tão bem sobre ela?
Após o incidente, Gary acaba ficando internado e inconsciente por alguns dias e nesse período, Ethan descobre sobre o ocorrido e tenta resolver as coisas, mas sem ter como falar diretamente com Gary sobre o assunto, acaba entrando em contato com Rachel para que ela possa reaver sua sacola, mas nesse meio tempo, muita coisa aconteceu e Ethan fica sem ter como explicar a verdade a Rachel e decide esperar para falar com Gary quando este se recuperar.

Passadas as festas, Ethan, Vanessa e Daisy estão de volta a Londres enquanto Gary e Rachel já noivaram e estão de volta a suas vidas em Dublin. Sem saber como explicar o sumiço da pulseira, que foi substituída pelo anel de noivado, Gary aproveita que está na chuva para se molhar e acaba aceitando noivar com Rachel - não seria de todo mal, uma vez que eles se dão bem e Rachel é uma ótima mulher (acreditem, só de ficar com ele, ela deveria ser posta em um altar!). Enquanto isso, Ethan volta a entrar em contato porque precisa pegar seu anel de volta e pedir Vanessa em casamento.

Rachel é chef e junto com sua amiga Terri Blake, possui um pequeno restaurante/padaria em Dublin e seu negócio anda de vento em polpa. Ela não poderia ter ficado mais feliz com o pedido de Gary. Apesar de inesperado - ele nunca demostrara interesse em um compromisso mais sério, Rachel se sente a mulher mais feliz do mundo porque realmente ama Gary e mal pode esperar pra começar sua própria familia com ele.
Em termos de administração, o senso comercial de Terri e a criatividade de Rachel se complementavam. Embora as discussões fosses às vezes energéticas, em geral as risadas superavam as brigas. Rachel gostava do pragmatismo e da inteligência de Terri, que, por sua vez, adorava a paixão e a impulsividade de Rachel.
Eu não vou mais escrever sobre o livro porque esse resumão já se prolongou o suficiente (apesar de ser bem o começo do livro) e quero começar aqui uma pequena analise sobre o livro e os personagens. Como sempre digo, livros em 3ª pessoa não são minha opção favorita de narrativa, mas nesse livro achei a narrativa bem adequada. Com ela conseguimos ter uma visão bem abrangente dos personagens e também conseguimos focar em um ou outro dependendo da necessidade.

Ethan é um personagem que gostamos logo de cara. Ele é um pai amoroso e um cara muito decente, um tipo raro de se ver: gentil, educado, bem intencionado. Adorei a relação dele com a filha de oito anos. Aliás, Daisy, a filha, é uma criança muito fofa. As vezes ela parece muito adulta pra idade que tem, mas foi escrita de tal forma que ficou bem crível. Ela junta um pouco da inocência e ingenuidade infantil com algumas preocupações adultas - que são explicadas pelo histórico familiar e tudo mais.

Por outro lado, Gary é o tipo de personagem que parece que o autor não se esforça para tornar agradável ao leitor, entende? Senti certa antipatia por ele assim que a narrativa foca nele e isso se estendeu por boa parte da trama... Mas como gostar de um cara que se aproveita de uma situação inesperada e noiva com alguém por conveniência? O tempo todo a impressão que fica é que ele não tem muito apreço por Rachel e isso é realmente triste porque a gente nota o quanto Rachel o adora - mesmo contra todas as probabilidades e todos os avisos dos amigos.
Mas isso era típico de Gary: cronicamente atrasado e sempre passando dos limites. E embora quase sempre fosse uma característica charmosa, dessa vez Rachel ficou irritada [...]
me identifiquei com Gary neste momento, rs.
Rachel é outra personagem que a gente simpatiza logo. Ela é aquele tipo de pessoa fofa que sempre vê o copo meio cheio e eu tenho muita consideração por gente assim! Apesar dela não ser nenhuma coitadinha nem nada - pelo contrário, é uma mulher bem sucedida e de bem com a vida, apesar de namorar um cara tão mesquinho como Gary - passei boa parte do livro sentindo certa dó dela porque estava sento ludibriada no meio de toda confusão e nem tinha noção disso.
Sua cabeça dizia que não, mas lá no fundo seu coração parecia sentir o oposto. Decerto essa falta de consideração não era intencional; era uma falta de noção, mais do que qualquer coisa.
quando a gente fica se justificando pelo outro 
nos tratar mal...
Não vou me estender muito mais, mas quero registrar aqui que esse livro me surpreender MUITO, principalmente pelas lições (rs) que me passou. Talvez a capa e até a ideia inicial não te pareça muito atrativa (ou o contrário, como no meu caso), mas o fato é que esse livro é mais do que uma capa bonita e fofinha e assim como a capa, o próprio livro também representa isso. A mensagem final que fica é que não devemos nos enganar pelas aparências e que as coisas (e as pessoas) costumam ser muito mais do que a 1ª impressão que nos passam ou a ideia geral que fazemos delas por algumas ações e achei que Melissa Hill foi genial ao trabalhar isso - de forma um tanto despretensiosa até.

Li o livro em dois dias porque a história toda realmente me cativou e eu queria saber como aquela confusão toda ia se resolver entre eles e posso dizer que o final foi MUITO melhor do que eu esperava e adorei as reviravoltas que encontrei (de certa forma). Apesar de alguns momentos terem me feito ficar nervosa porque parecia que aquilo nunca ia se resolver (é muito rolo!), a autora soube escrever de forma que toda a confusão fosse admissível e eu gostei muito de como as coisas se resolveram no final de tudo. Além, é claro, dessa pequena lição que eu encontrei.

Recomendo muito a leitura, se você gosta de romances e de histórias que surpreendem. O livro todo tem um clima muito gostoso - mesmo que o Natal passe bem rápido, o clima todo do livro é muito bom. Tem algo de realmente mágico em toda a trama (apesar dele ser bem vida real e nada de fantasia). É o tipo de leitura pra se fazer com um sorriso no rosto e gostei muito de todo o clima de gentileza que rola entre os personagens nas mais variadas situações. LEIAM!

Eu Li: Depois de Você (After You)

Depois de Você é a continuação do sucesso Como Eu Era Antes de Você, da minha autora queridinha Jojo Moyes. Li e me emocionei muito com o primeiro livro, mas confesso que quando soube que a Jojo ia escrever uma continuação, fiquei com um pé atrás... Na época, Jojo estava participando das filmagens do longa e disse que ia escrever porque ainda sentia os personagens muito vivos com ela, além, é claro, da grande quantidade de fãs que queria saber o que aconteceu Depois. Eu estava no grupo de fãs que se contentou com aquele final e não achava exatamente necessário essa continuação, mas é claro que como ela resolveu lançar, eu PRECISARIA ler! Recebi o livro da editora Intrinseca para ler e compartilhar minha opinião.

A resenha contém spoilers sobre o livro anterior, então se você não leu ou não sabe nada sobre a trama, continue por sua conta em risco.

Esse livro começa após a viagem que Lou fez pelas Europa, então só por isso a gente já sente um baque porque, não, a vida dela não virou um conto parisiense de satisfação, muito pelo contrário... Após relaxar viajando, Lou usou o dinheiro que Will deixou para ela para comprar um apartamento em Londres e vive lá sem muita perspectiva. A verdade é que, como imaginamos, a morte de alguém que amamos causa danos em nossas vidas que podem durar muito mais do que o esperado. Considero que Lou estava a deriva na vida e isso não poderia resultar em algo muito bom.... Numa noite em que estava bebendo pra encarar a dura realidade que é a vida (oh), Lou acaba caindo do terraço, mas é salva graças a um toldo - que a impede de se estabacar totalmente no chão - e um paramédico muito solicito.
— Pai - chamei. Ele se virou para mim — Você sabe que estou bem, não é?— Eu sei, querida. - ele bateu de leve no meu ombro — Mas minha função é ficar preocupado.
O pai de Lou é muito amor
Após passar um período na casa dos pais para se recuperar do acidente, Lou decide que está na hora de voltar para sua vida na 'cidade' e o pai a faz prometer que irá participar de um grupo de apoio chamado Seguindo em Frente, para que ela possa conhecer outras pessoas passando pelo processo de luto e aprenda a lidar com as consequências de tudo isso. Considero os momentos no grupo uma das melhores partes do livro porque é onde temos, além de alguns aconselhamentos sobre perdas e superação, algumas situações engraçadas, pois os frequentadores do grupo não poderiam ser mais diferentes e as vezes o assunto vai pra cada lugar que minha nossa!  É uma das coisas que sempre elogio nos livros da Jojo: o fator humano. Tem sempre algo de muito tácito nas tramas, algo que nos faz sentir empatia pelas situações enfrentadas pelos personagens.
— A morte nunca faz sentido - comentou Daphne.
— A menos que você seja budista - retrucou Natasha. — Tento pensar como os budistas, mas fico com medo de que Olaf volte como um rato ou coisa assim e eu acabe envenenando-o - ela suspirou...
Olha o que eu falei... É um pouco de seriedade com aquela pitada de descontração...
Além do grupo de apoio, Lou também está num emprego que detesta como bartender num bar de aeroporto e apesar de não estar nada satisfeita com essa situação, ela não pode sair porque, afinal, há contas para pagar. No meio de todo o processo entre lidar com a perda de Will, trabalhar pra um cara que ela odeia, participar de um grupo de apoio que ela não se identifica e lamentar por não ter feito outras escolhas, Lou conhece Lily, uma garota que surge na vida dela pra virar tudo de cabeça para baixo... Devo logo escrever que não gostei da Lily. Lily é adolescente e tem problemas com a mãe - Louisa acaba adotando a garota - mas acho que ser adolescente não é desculpa pra ser rebelde e descompensado, por isso ela foi uma personagem que me fez oscilar entre o aceito ou odeio de vez? Entendo que é uma fase complicada, mas acho que falo com propriedade que: nem todo adolescente precisa ser como ela, independente dos problemas que passa na vida (e eu sou a maior fã de livros adolescentes, então já li de todo tipo). Lily é exatamente o tipo de adolescente que eu não gosto e como esse livro nem é dela (rs) acho que ela faz Lou passar por umas coisas bem desnecessárias. Mas eu totalmente entendo o papel dela na vida de Lou, afinal, grande parte da trama se desenvolve graças a essa relação entre as duas e apesar dela não ter me cativado, entendo a importância de suas atitudes para o desenrolar de tudo.

No Seguindo em Frente, Lou acaba reencontrando Sam, o paramédico que a salvou no dia do acidente e eles se aproximam, apesar da reticencia dela em se envolver com alguém após Will. Confesso que apesar de ter adorado Lou e Will, fiquei muito empolgada com Sam e a relação entre eles me fez vibrar, gritar, chorar e ter grandes surtos durante a leitura. Acho que Jojo está muito mestra em escrever relacionamentos improváveis (e talvez errados?) que dão certo! Eu sofri e chorei com eles - ora querendo matar Sam,  ora querendo matar Lou, por não aceitar seguir em frente (apesar de entender muito os motivos dela).

Não quero escrever muito sobre a trama porque essa é uma resenha sem revelações de enredo, mas deixo aqui minhas considerações sobre os personagens e o que me fizeram sentir. Comecei a leitura desse livro numa fase especialmente complicada da MINHA vida e a principio a leitura não fluiu como eu esperava; não por culpa da trama, mas porque eu estava lendo e a cada paragrafo eu sentia tanta identificação que não conseguia prosseguir sem chorar (juro, chorei muito no inicio da leitura). Apesar de não estar vivendo um luto, as aflições de Lou em relação a vida são muito relacionáveis e mesmo quando não concordei com algumas das decisões dela, consegui compreender o que a levou a elas.
Tive uma experiência de quase morte, mas não posso dizer que isso me deu sabedoria ou gratidão pela vida nem nada.
Parece até algo que EU diria!
Apesar de já ter amado o primeiro livro, achei essa continuação ainda mais maravilhosa (sim) porque, como escrevi, rolou uma identificação muito maior com o que a Lou está vivendo (apesar das loucuras). Realmente vivi intensamente a leitura - depois da fase critica (da minha vida), peguei o livro e li tudo de uma vez, tamanha a ansiedade e vontade que eu estava de ver o que ia acontecer com aqueles personagens! Só pra registrar, achei aquele final O FIM! (ahahahahahhah). Se no primeiro livro eu nãpo achei uma continuação necessária - mas essa foi muito bem vinda - acho que esse livro necessita de uma continuação e eu espero mesmo que Jojo escreva dessa vez!

Eu super recomendo a leitura desse livro porque ele é fantástico! Se você já é fã da Jojo é uma leitura obrigatória e se você não conhece a autora, já passou da hora de conhecer! Agora só estou a espera do filme (trailer) e esperando que seja sucesso pra essa continuação também ir pras telonas!

Eu Li: Volta Para Mim (Come Back to Me)

Eu nem sabia sobre Volta Para Mim e seu lançamento no Brasil até que minha amiga Lisse – que é muito fã de romances com rapazes das Forças Armadas – marcou que pretendia ler esse livro e então apareceu no meu Facebook. Nunca fui especialmente fã desse tipo de enredo, mas sempre curti a ideia, pelos filmes que já vi e pelo pouco que li. Mas após a leitura desse livro devo dizer que agora nutro um carinho especial sim pelos dramas que envolvem o serviço oficial! Estou até lendo outro livro com essa temática, embora não esteja gostando tanto (vamos ver se escreverei resenha... Falo sobre ele no twitter direto!).

Volta Para Mim é um livro narrado por dois personagens: Jessa Kingslay e  Kit Ryan começamos o livro de um ponto critico do meio da leitura (só pra nos matar de ansiedade) e então voltamos no tempo para acompanhar como sucedeu o relacionamento entre ela e ele. Jessa está completando 18 anos e está radiante pois está prestes a terminar a escola e em breve irá começar a faculdade. Apesar disso, o que mais empolga Jessa nesse período é que Kit Ryan, o melhor amigo de seu irmão mais velho, Riley, e que serve com ele, está de volta a cidade por um mês e esse mês muda tudo na vida de Jessa, como ela jamais imaginaria.
— Pensei muito em você.
— Ah - respondo apenas.
A presença de Kit parece afetar diretamente minha retórica.
Gostei bastante de Jessa apesar de alguns momentos em que ela tinha crises de insegurança, acho que não foi nada grave e tudo bem compatível com a fase da vida que ela está e as situações que enfrenta. Gostei de como a autora soube criar uma trama de romance que tem uma forte pegada familiar. Gosto quando a gente tem desenvolvimento não só do romance, como também de outras questões da vida do protagonista.

Também gostei muito de Kit porque apesar dele ser o tipico mocinho - lindo, maravilhoso, gostoso, com fama de mau e tudo mais - ele  não me fez odiá-lo com comentários machistas sobre seu passado - coisa que esses moços que eram pegadores e se apaixonam adoram fazer! Claro que ele tem uns momentos que me fizeram revirar os olhos por tomar atitudes que considerei desnecessárias, mas de modo geral ele me cativou positivamente.
Essa garota vai me trazer todo tipo de problema. Pode trazer, não me importo, é a resposta imediata e descarada do meu cérebro.
A família de Jessa tem certa tradição militar e o pai é coronel da Marinha e não tem um relacionamento muito bom com os filhos e a esposa. Isso ressente muito Jessa porque ela queria que o pai fosse mais companheiro de sua mãe, tivesse mais orgulho do filho (que seguiu os mesmos passo dela) e a deixasse fazer as próprias escolhas, mas a verdade é que além dele não ser o maior exemplo de amor paternal, ele ODEIA Kit. E isso nem Jessa nem o irmão conseguem entender porque mas desconfiam que tenha algo a ver com o pai de Kit, que serviu com ele na juventude.
Ele desconfia instintivamente de qualquer coisa que não entenda. No topo da lista estão as mídias sociais, seguidas de meninas adolescentes. Ele não me permitiu ter uma conta no Facebook e, só recentemente, concordou em me dar um celular (do tipo tijolo, o mais básico existente no mercado). Ainda por cima, estabeleceu uma condição: eu só poderia usá-lo para emergências. O homem da loja olhou para mim com uma pena normalmente reservada às vitimas de calamidades humanitárias.
que vida dura, coitada...
Essa questão familiar obviamente só serve para comprometer o romance que esta surgindo entre Jessa e Kit nesse recesso do serviço militar. Além do pai tem o fato do irmão de Jessa não acreditar que Kit pode ser um cara decente e não aquele mulherengo pegador que ele conheceu a vida toda, então eles acabam vivendo o romance em segredo.

Eu sou fã de romance, acho que vocês já perceberam, mas tenho alguns problemas quando não acredito muito em toda a paixão que está acontecendo, então fico feliz em comunicar que esse livro tem um romance que se desenvolve rápido (4 semanas!) mas que me convenceu. Além disso achei as situações bem apropriadas. Acho que eles não precisavam ter escondido o romance de Riley, mas até entendo o receio que eles tinham porque Kit não tinha lá o melhor histórico em relação a romances...

Esse livro me fez chorar em alguns momentos e isso sempre me faz perceber o quanto alguma história me comoveu. O tal acontecimento no inicio é bem impactante, mas depois que chegamos a ele e vemos o que sucedeu desse acontecimento é que as coisas ficam mais emocionantes. O que eu senti depois que terminei de ler foi que o amor entre Jessa e Kit é o tipo de amor que nos dá esperança e nos faz acreditar que o amor supera tudo

Se você gosta de tramas militares, eu acho que é uma leitura obrigatória! Se você é fã de romances, como eu, super indico também! Mila Gray é uma autora para acompanhar, ela foi uma fofa, me respondendo no twitter e tudo! É um livro muito lindo que fala não só sobre o romance entre os protagonistas como sobre, perdas, conflitos familiares e sobre como a vida é feita de momentos únicos e devemos aproveitá-los em todas as oportunidades.
Só se vive uma vez, mas, se você fizer as escolhas certas, uma vez basta."