Vivi Leu: O Atlas do Amor (The Atlas of Love)

“Família não é uma questão de sangue, mas de destino. Não dá pra escolher.”


O Atlas do Amor foi o primeiro livro da Laurie Frankel publicado, mas o segundo que eu li. O primeiro que li, Adeus, por enquanto, já foi resenhado aqui no blog.

A Laurie é dessas escritoras que eu admiro por sempre propor algo novo e original em suas histórias. São histórias do dia a dia que nos tocam pela simplicidade e veracidade dos acontecimentos. Eu amei O Atlas do Amor tanto quanto Adeus, por enquanto, os dois entraram na minha lista de livros top favoritos da vida.

Jill e Janey se conheceram no início pós-graduação quando iriam começar a dar aulas na Universidade e logo se tornaram amigas. Não por afinidades a princípio, mas pela necessidade de ter amigos ou alguém para cozinhar, rs.


“Ninguém sobrevive à pós-graduação sem aliados. A pós é como a guerra, a diplomacia internacional ou os últimos anos da escola – um terreno perigoso contra o qual ficamos indefesos sem um mínimo de ajuda. Para isso eu tinha Jill. E, também como na guerra, na diplomacia internacional e na escola, há inúmeros arqui-inimigos na pós. Todo mundo tem um. A nossa se chamava Katie Cooke.”

Katie pode ser considerada a “cdf” da pós, sempre bem arrumada com cores combinando, tem respostas para todas as perguntas feitas na aula e senta sempre na primeira fileira ou perto do professor. Ela foi motivo de muita gargalhada para Janey e Jill até que tentou se aproximar com a desculpa de querer aprender a cozinhar. Sem saber como dizer não, elas aceitaram e por incrível que pareça não se desgrudaram mais. Katie queria aprender a cozinhar para casar, mas nem ao menos tem namorado, como ela mesmo diz: “Esperando impacientemente. E me preparando nesse meio-tempo”. Ao longo da história nos divertimos muito com as diversas tentativas de Katie que além de tudo é mórmon e quer encontrar um namorado da mesma religião. 

Jill é a mais maluca das três amigas, com seus 27 anos se envolveu com um aluno de 20, Daniel Davison, e estava completamente apaixonada. Não é uma grande diferença de idade e o relacionamento deles estava ótimo até Jill engravidar. Daniel não se sentia preparado para ser pai e lidar com uma família e Jill se viu desesperada sem saber o que fazer. O apoio das amigas foi fundamental para sua decisão de ter o bebê, mas isso resultou no fim de seu relacionamento com Daniel que simplesmente “meteu o pé”.

Janey parece ser a mais normal das amigas, não estava desesperada para casar nem prestes a dar a luz. Por ser a mais sensata (e a única que sabe realmente cozinhar, rs) insistiu para que Jill tivesse o bebê e se propôs a ajudar no que pudesse. Katie também ofereceu sua ajuda, pois Jill não poderia largar a pós-graduação e deixar de aulas. Resolveram então morar juntas para que pudessem se revezar para cuidar do bebê.

“As pessoas gostam de dizer que nada é mais importante do que a família e amigos de verdade são como uma família.”

E o pequeno Atlas nasceu... e com ele começou a loucura na vida dessas mulheres. 

“Ninguém parecia surpreso por ver nós quatro, sem nenhum homem à vista, nenhuma envolvida romanticamente com a Jill, mas todas claramente pretendendo criar o bebê. Ninguém perguntou pelo pai; ninguém olhou para nós com cara estranha. É, acho que os tempos são outros mesmo. (...) Qualquer pessoa que olhasse para nós podia ver que éramos uma família.”

As três precisavam trabalhar e estudar e para isso organizaram seus horários de modo que uma sempre estivesse disponível para ficar em casa com o bebê. Todas se sentiam verdadeiramente como mães. E elas realmente eram. 

Mas será que as amigas estavam realmente dispostas a abrir mão de suas prioridades por um bebê que não era realmente delas? Será que Jill se sentiu confortável com tantas pessoas criando seu filho? 

O Atlas do amor é realmente uma linda história de amor e amizade, carinho e cuidado com aqueles que queremos bem. Eu me emocionei em várias partes da leitura e os personagens coadjuvantes que aparecem são realmente especiais e importantes. A avó de Janey é incrível, uma senhorinha que me fez rir e chorar. Além disso, me identifiquei com as loucuras do mundo acadêmico, que não é muito comum de ser retratada em livros. É uma história inteligente e apaixonante que todos deveriam ler.



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8 comentários:

  1. Oi,
    Nada com um bom livro que fale do cotidiano, de um modo leve, mas que nos surpreenda. Achei muito interessante mesmo a provação que essas amigas estão vivendo e lógico que estou concorrendo (apesar de ser sempre muito pé frio) kkkk
    Tem postagem nova no meu blog
    espero sua visita, ok?
    bjinhus

    -TÍTULOS DE LIVROS
    titulosdelivros.blogspot.com/

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  2. Participando. =)
    janainasouzaroberto@hotmail.com

    Beijos,
    Blog | Youtube

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  3. Que legal essa resenha!
    Gostei do livro, "O Atlas do Amor" parece ser um livro divertido e inteligente.
    Vou participar da promoção também, quem sabe eu tenho sorte?
    Beijos

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  4. Muito obrigado, quero me encantar e me emocionar com essa história.

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  5. Oi Vivi!
    Achei fofa a sua resenha, o livro parece ter atingido o objetivo né? Eu gosto de livros mais ternos e com uma pitada de carinho, amizade, amor! Gostei bastante!

    Beijos!

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  6. Achei a resenha o máximo! O livro é bem jovial, fala sobre alguns momentos da vida, algumas passagens importantes como a faculdade e o quanto é bom ter amigos e pessoas amadas a sua volta. Muito bom!

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  7. Achei bacana, apesar de não fazer muito meu estilo, no começo pensei que a Katie ia ser tipo a personagem vilã da história, mas ela acaba se tornando amiga das duas outras meninas... prefiro livros com um pouco mais de clímax, mas é bom pra mulheres que estão nessa mesma situação de criar um bebê sem o pai. Legal!!!
    Beijos

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